Related Posts with Thumbnails
Mostrando postagens com marcador Estrutura Nuclear Brasileira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estrutura Nuclear Brasileira. Mostrar todas as postagens

Propina Nuclear

0

Posted in , , ,

No inquérito sobre corrupção na Petrobras (denominada operação lava-jato) surgiu suspeitas de fraudes sobre negócios do grupo Eletrobrás, composto de 15 empresas estatais responsáveis por mais de um terço da energia consumida no país, com patrimônio superior a R$ 60 bilhões.
Todo esse conjunto de empresas está sob investigação por iniciativas coordenadas entre o Ministério público (MP), Tribunal de Contas da União (TCU) e Policia Federal (PF). Além de suas contas estarem sendo auditadas pela Hogan Lovells, escritório de advocacia americano contratado pela Eletrobrás.

As suspeitas sobre negócios escusos foram reforçadas em depoimentos de executivos de empreiteiras, de ex-diretores da Petrobras e de agentes de distribuição de propinas. Foi nessa rede que caiu o diretor presidente da Eletronuclear, uma das menores subsidiárias do grupo Eletrobrás, o almirante da marinha brasileira Othon Luiz Pinheiro da Silva.
Nesta investigação envolvendo propinas na construção de Angra 3 também esta sob investigação acusados de receber subornos, o ex ministro das Minas e Energia Edson Lobão, o ministro do TCU Raimundo Carreiro e o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU.

O almirante Othon ficou conhecido por liderar, no auge da ditadura militar, a equipe que desenvolveu o Programa Nuclear Paralelo (entre 1979 e 1994) iniciativa militar no âmbito da antiga Coordenadoria de Projetos Especiais da Marinha, em que foram gastos, segundo revelado pelo próprio almirante, US$ 667,9 milhões. O objetivo era bélico com o desenvolvimento de tecnologia em enriquecimento de urânio, e assim produzir artefatos nucleares. Tudo a margem do projeto de construção das usinas nucleares.

No início do primeiro governo Lula o almirante foi convidado como conselheiro presidencial, e em seguida, em 2005 assumiu a presidência da Eletronuclear. Em 2009 se deu a retomada da construção de Angra 3, parada há 23 anos. 

O ex todo poderoso Othon, agora encarcerado é acusado de receber R$ 9,8 milhões de propina de empreiteiras contratadas para o projeto da 3ª usina nuclear em Angra dos Reis (RJ), entre 2009 e 2014. Este dinheiro, segundo a investigação saíram dos cofres de empreiteiras com obras em Angra 3 (Andrade Gutierrez, Engevix, Camargo Corrêa, ...), passaram pelo caixa da Link Projetos e Participações e chegaram na empresa familiar que o almirante era sócio, a Aratec Engenharia Consultoria & Representações. O ”modus operandi” destas transações criminosas é semelhante ao ocorrido na Petrobras, utilizando empresas de fachada para repasses de propinas. 

Inicialmente detido em regime de prisão temporária, depois convertida em preventiva, na prática o ex-presidente da Eletronuclear (em 6/8 a Eletrobrás anunciou seu pedido de demissão ) não tem prazo para ser solto. O juiz justificou sua decisão ao escrever no despacho, que “são robustas as provas do pagamento de propina a Othon Luiz em decorrência do cargo exercido na Eletronuclear e mediante a simulação de contratos de consultoria fraudulentos”.
Este episódio envolvendo o executivo principal da Eletronuclear é gravíssimo, e suficiente para a interrupção das atividades nucleares no país, em particular a construção de Angra 3, com o congelamento de novas instalações. Espera-se que todas as denúncias sejam investigadas e apuradas as responsabilidades.

Não se pode mais ignorar as objeções técnicas ao projeto de Angra 3. Como as denúncias com relação à obsolescência dos equipamentos tecnologicamente defasados, e que não atende aos requisitos internacionais de segurança, comprometendo o seu funcionamento e aumentando o risco de um desastre nuclear. Assim nem as seguradoras querem ter Angra 3 como cliente.
Também os altos custos na construção da usina, estimados para mais de  R$ 18 bilhões depois de pronta, vai de encontro ao próprio discurso oficial de oferecer energia elétrica a tarifas  módicas ao consumidor final.

É inaceitável e não se admite que a decisão de construir centrais nucleares no país tenha sido feita em um mero balcão de negócio, sem a necessária salvaguarda da vida das pessoas.

Fonte: Heitor Scalambrini Costa - Professor da Universidade Federal de Pernambuco
Read More

Transparência Nuclear?

0

Posted in , ,


Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco


Nas últimas semanas revelações surpreendentes sobre continuação da tragédia no complexo de Fukushima Daiichi, no Japão, ocuparam novamente os meios de comunicação de todo o mundo. Enormes quantidades de trítio, césio e estrôncio estão sendo despejados, e envenenando o Oceano Pacifico. Menciona-se a fabulosa quantidade de 300 toneladas de água radioativa por dia despejada.

 
O governo japonês durante muito tempo confiou na empresa operadora do complexo, Tokyo Electric Power, também conhecida como Tepco. Esta por sua vez, omitiu a existência deste vazamento de água altamente radioativa para o oceano. Este é um pesadelo que não tem fim. O dano que está sendo feito é absolutamente incalculável.  

A cultura do segredo e a falta de transparência cercam as questões relativas ao nuclear, e o que acontece no Japão, acontece também em outras partes do mundo, inclusive no Brasil.

O que era denunciado, mas até então sem provas cabais, de que o governo ditatorial do Brasil, tinha interesse em fazer sua bomba atômica, veio à tona agora com a abertura de arquivos “secretos” do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA). Em reportagem recente no Jornal Estado de São Paulo, o jornalista Marcelo de Moraes relata que em 10 de junho de 1974, o general Geisel expôs em uma reunião do Alto Comando Militar, a preocupação do governo e dos militares, em relação ao fato de a Índia ter detonado uma bomba atômica, e à possibilidade de os vizinhos argentinos, também testassem um artefato nuclear. Defendeu então, a construção da bomba atômica brasileira.

Em 1979 teve inicio o Programa Nuclear Paralelo, encabeçado pelo governo militar. A existência do Projeto Paralelo, nunca admitido publicamente, e cujas pesquisas na direção da fabricação da Bomba iam de vento em popa, permaneceu secreto. Até que uma reportagem, em 1986, do jornal Folha de São Paulo, revelou a existência de covas e cisternas e poços profundos na Serra do Cachimbo, no Pará; e no Raso da Catarina, no semi-árido baiano. Tudo indicava que seriam para testes com artefatos nucleares.

Ministério Público e o Congresso Nacional ao investigarem o caso descobriram contas bancárias secretas, que dentro do Projeto Paralelo eram chamadas de Delta. Isto poria um fim na ambição do governo militar de fabricar a Bomba, apesar de que, no ano seguinte, o Brasil dominou por completo o ciclo do enriquecimento de urânio. Em 1988 caiu a ditadura, e foi promulgada a atual Constituição, que proíbe o uso da energia nuclear para fins bélicos. Com tudo isso, o programa brasileiro passou a ser "legítimo" e controlado pela estatal Eletronuclear.

Em 1990 outras revelações surgiram sobre o Projeto Paralelo. O fato é que hoje no Brasil, ainda alguns sonham com a fabricação da Bomba tupiniquim, como atestam posições públicas de políticos, acadêmicos, ex-ministros de Estado e militares de alta patente.
 

A retomada do Programa Nuclear Brasileiro, em junho de 2007 foi outro exemplo de como atua na surdina, na “calada da noite” o lobby nuclear. Sem nenhuma discussão com a população brasileira foi reativado este Programa pelo Conselho Nacional de Política Energética, grupo de 10 pessoas que assessoram a presidência da Republica. Posteriormente em seu Plano Nacional de Energia (PNE 2030), o Ministério de Minas de energia anunciou a construção de mais 4 usinas nucleares no país, além da construção de Angra 3.

Para espanto de todos, duas destas novas usinas seriam construídas no Nordeste brasileiro. Como não bastasse a tragédia do sertanejo frente à omissão governamental com relação ao fenômeno das secas, imaginem agora que na beira do Rio São Francisco será instalado uma usina nuclear. Um verdadeiro ato de insanidade do poder público, que fecha os olhos aos riscos de uma calamidade possível, como a que esta passando o povo japonês.


E este descalabro agora é promovido pelo Clube de Engenharia de Pernambuco, que em um Seminário conjunto com a Eletronuclear, enalteceu o desenvolvimento e as vantagens que a construção de uma usina nuclear trará para o semi-árido Pernambuco. O povo pernambucano merece uma explicação.
Read More

2 ANOS DA TRAGÉDIA DE FUKUSHIMA

0

Posted in , ,



Há dois anos, em 11 de março de 2011, o mundo soube da tragédia de Fukushima: um fortíssimo terremoto e um tsunami de grandes proporções, a que se seguiu a explosão de uma usina nuclear. com todas as consequências de um acidente nuclear: a difusão de radioatividade, que permanecerá ativa durante anos, ameaçando muitas gerações.

As noticias que chegam do Japão são cada vez mais preocupantes. Segundo o jornal Asahi Shinbum, há poucos dias perto da usina, foi encontrado um peixe com 5 mil vezes mais radioatividade que o permitido por lei, o que pode indicar que a usina destruída continua contaminando o meio ambiente e trazendo riscos para a saúde humana. Sabe-se também que um desastre ainda pior pode ocorrer se outro tremor destruir a piscina de refrigeração, onde 264 toneladas de varetas de combustível usado, contendo grande quantidade de césio-137, aguardam destino final. A dimensão do problema pode ser avaliada se considerarmos que 19 gramas desse mesmo césio 137 provocaram um grande número de vitimas em Goiânia, no Brasil, em 1987.

Nesta data, nos solidarizarmos com o povo japonês, pelo sofrimento que lhe é imposto e continuidade do uso irresponsável de uma tecnologia extremamente perigosa para produzir energia elétrica.

Mas também  hoje denunciamos à insegurança que caracteriza a cadeia de produção da energia nuclear no Brasil. A mineração em Caetité tem contaminado e deixado cada vez mais escassas as águas no entorno da mina, ameaçando a integridade ambiental, a saúde e segurança alimentar da população. A mina de Itataia em Santa Quitéria no Ceará antes mesmo de ser explorada, já ameaça 40 comunidades camponesas que vivem no entorno da mesma e correm o risco de sofrerem impactos irreparáveis na saúde humana, na produção de alimentos, na diminuição e contaminação da água, enfim, no direito de ir vir. As usinas de Angra dos Reis registram um histórico de acidentes e interrupções de funcionamento por problemas técnicos e o lixo atômico é uma ameaça presente e futura.

Denunciamos também a pressão que está sendo feita pelas empresas que lucram com essa tecnologia para que, a Caixa Econômica Federal brasileira desvie recursos de suas finalidades sociais para financiar o negócio nuclear, assegurando a conclusão de Angra 3,terceira usina nuclear de Angra dos Reis, entre São Paulo e Rio de Janeiro.

O governo brasileiro esperava um empréstimo de 1 bilhão e meio de dólares de bancos europeus, que contavam com a garantia da Companhia de Seguros Euler, da Alemanha. Mas o governo brasileiro não apresentou ao Parlamento Alemão relatórios confiáveis garantindo a segurança tecnológica da construção e funcionamento de Angra 3. Agora pressiona a Caixa Econômica Federal para compensar o financiamento perdido.

Exigimos a desativação de Angra 1 e 2 e a interrupção de Angra 3, para evitar que falhas técnicas ou erros humanos provoquem no Brasil a desgraça de um desastre como o de Fukushima. É fundamental proteger as mais de 170.000 pessoas que vivem nas proximidades das usinas, assim como milhares de brasileiros, facilmente alcançáveis por nuvens radioativas como as que se espalharam por toda a Europa, em 1986, com a explosão da usina nuclear de Chernobyl, na União Soviética.

A Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares e a Articulação Antinuclear Brasileira reafirmam: NÃO QUEREMOS USINAS NUCLEARES NO MUNDO,  NEM NO BRASIL. Contamos com o apoio dos brasileiros de bom senso nesta iniciativa.

11 de março de 2013


 Articulação Antinuclear Brasileira 

Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares www.brasilcontrausinanuclear.com.br

Read More

Pense, reflita e diga não a energia nuclear!

0

Posted in ,



Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco


As decisões tomadas pelos governos da França, Alemanha, Japão, Bélgica, Itália, entre outros, de reverem seus programas de instalação de novas usinas nucleares, e desativarem as existentes, são mais do que um indicativo que esta fonte de energia perdeu espaço considerável no século XXI. Por trás (e a frente) das decisões governamentais, está a pressão popular. A conscientização sobre os reais riscos desta tecnologia tem levado milhares de pessoas a se manifestarem publicamente contrárias ao uso da energia nuclear. Dificilmente por vontade de novos governos haverá mudanças na política não nuclear destes países. Nem mesmo no Japão, onde o atual primeiro ministro tem insinuado que não só reativará as 50 usinas fechadas pós Fukushima, mas construirá novas centrais núcleo-elétricas. A razão é simples a população não quer conviver com o perigo constante de uma catástrofe nuclear.

A China, utilizada como exemplo na rota pró-nuclear, não deve ser imitada. Suas situação política, social e ambiental, não serve como exemplo. O país que é o mais populoso do mundo (mais de 1,3 bilhões de habitantes), tolhe a liberdade de expressão e impede pela força, a participação popular. Por outro lado, os Estados Unidos da América, citado como exemplo de modelo nuclear, vive um grande dilema com relação a sua economia, a seu modo de vida, e as suas posições nos fóruns internacionais referentes às mudanças climáticas. As contradições são enormes, em um país que já foi à locomotiva do mundo ocidental capitalista. Hoje, ao mesmo tempo, propõe a produção e a utilização do gás do xisto betuminoso (verdadeiro crime ambiental), acena para o fortalecimento de políticas na área de energias renováveis.

O Brasil é que deveria servir de exemplo e modelo para outros paises na área energética. Com recursos naturais abundantes como o Sol, o vento, as águas, a biomassa, deveríamos estar à frente e propor novos caminhos para sociedade mundial, na utilização destes recursos, de maneira eficiente, sem desperdício, e sem impacto ambiental e agressão social, levando em conta para que e para quem os recursos energéticos são destinados. Complementando a rede elétrica nacional com geração de energia descentralizada, substituindo os chuveiros elétricos, a iluminação e motores ineficientes, por novas tecnologias disponíveis. Enfim priorizando o uso das novas fontes renováveis e políticas de conservação.

Mas infelizmente, estamos andando para trás, no que concerne a matriz elétrica. Cada vez mais se instalam termelétricas a combustíveis fósseis, menosprezando os recursos naturais disponíveis. O planejamento tecnocrático indica o aumento das termelétricas nos próximos anos, desenhando para o futuro uma matriz hidro-térmica. Verdadeiro crime lesa-pátria que está sendo cometido com as gerações futuras, e com o planeta, ao desprezar as novas fontes renováveis.

Ainda, o que chama a atenção, são as posições dos eternos lobistas da energia nuclear, uns mais belicistas que outros. Aquele mesmo, ex-ministro de Ciência e Tecnologia, que defendeu e defende que o país se insira no “clube da bomba”, volta nestes tempos de crise elétrica, a propor que a energia nuclear seja “tratada com mais carinho” pelo governo federal. Empregados ilustres da Eletronuclear utilizam velhos argumentos, os mesmos que respaldaram a assinatura do acordo Brasil-Alemanha em plena ditadura militar. Defendem que o Brasil necessita da energia nuclear para atender as necessidades elétricas de agora e futura, daí não pode abrir mão, nem de suas reservas de urânio (para os negócios), e nem da construção de novos reatores nucleares. Propõem não só Angra III em construção, e mais 4 outras usinas até 2030, sendo dois destes complexos nucleares no Nordeste brasileiro, ao lado do Rio São Francisco. Verdadeiro descalabro ao povo sertanejo.

No próximo mês, no dia 11 de março, lembraremos 2 anos da catástrofe de Fukushima.  Não se pode esquecer a gravidade, e as repercussões para a vida de tal acidente, que esta sendo abafado pelas agências de notícia. A população brasileira não se deixará enganar, e mais uma vez continuará afirmando “Não queremos energia nuclear, nem em Pernambuco, nem no Nordeste, e nem no Brasil”.
Read More

A Caixa Econômica Federal nos fará assumir um risco que os alemães não quiseram assumir?

0

Posted in , ,


LEMBRAR É RESISTIR
FUKUSHIMA NUNCA MAIS!
A Caixa Econômica Federal nos fará assumir um risco
que os alemães não quiseram assumir?

Há dois anos, em 11 de março de 2011, o mundo foi abalado pela tragédia de Fukushima, quando um fortíssimo terremoto e um tsunami de grandes proporções foram seguidos pela explosão de uma usina nuclear, que difundiu partículas que continuarão radioativas por muitos anos em várias áreas do Japão.
Ao que tudo indica, a usina continua vazando: há pouco (cf. jornal Asahi Shimbum S.Paulo), foi encontrado nas suas proximidades um peixe com 5 mil vezes mais radioatividade que o permissível. Enquanto isso estão à espera de destino final, numa piscina de refrigeração sujeita a novos terremotos, toneladas de combustível usado que contém grande quantidade de césio-137, um elemento radiativo que conhecemos: em 1987 somente 19 gramas desse césio causaram grande número de mortes em Goiânia.
Estamos aqui reunidos, neste 11 de março de 2013, para nos solidarizarmos com o povo japonês pelo sofrimento que lhe é imposto pelo irresponsável uso da tecnologia nuclear para produzir energia elétrica.
Mas aqui estamos também para denunciar o que ocorre em nosso próprio país. Enquanto a manipulação de elementos radioativos deixou terrenos contaminados até aqui na cidade de São Paulo, grande quantidade de recursos públicos podem ser desviados do atendimento de nossas necessidades sociais para financiar o negócio nuclear: as empresas que lucram com a tecnologia nuclear pretendem que a Caixa Econômica Federal financie a conclusão da terceira usina nuclear brasileira, em Angra dos Reis.
Os fatos explicam: o governo brasileiro contava com um empréstimo de Bancos europeus para terminar Angra III; estes Bancos, por sua vez contavam com a garantia da Companhia de Seguros Euler Hermes, da Alemanha; mas o governo alemão foi questionado pela dupla moral que consistiria por um lado em fechar suas usinas nucleares e por outro ajudar a construção de usinas em outros países; para tentar tranquilizar quem protestava ele pediu ao governo brasileiro garantias e provas de que Angra III seria um “projeto seguro”, segundo as normas internacionais; o governo brasileiro resolveu desistir da negociação com os bancos europeus, provavelmente por não  ter condições de fornecer os estudos exigidos; o lobby nuclear quer então que a Caixa Econômica Federal compense o financiamento perdido.
Diante dessa irresponsabilidade, o que dizer das falhas técnicas ou erros humanos que podem provocar em Angra desastres como o de Fukushima? Além das mais de 150.000 pessoas que vivem nas proximidades das usinas, os milhões de habitantes de São Paulo e Rio seriam facilmente alcançados por nuvens radioativas como as que se espalharam por toda a Europa, em 1986, com a explosão da usina nuclear de Chernobyl, na União Soviética.
O mínimo que nós, cidadãs e cidadãos brasileiros, temos que exigir, antes de se fechar as outras duas usinas de Angra, é que se interrompa a construção de Angra III.
A Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares, juntamente com a Articulação Antinuclear Brasileira, está solicitando uma audiência ao Presidente da Caixa Econômica Federal e à Secretaria Geral da Presidência da República para protestar contra uma decisão de financiamento de Angra III pela Caixa. E conta com o apoio dos brasileiros de bom senso nesta sua iniciativa.
 
NOSSA CAIXA NOSSA USINA, NÃO!
www.brasilcontrausinanuclear.com.br
Read More

A História se repete em Fukushima

0

Posted in ,



Dia 11 de Março completam 2 anos da tragédia nuclear ocorrida em Fukushima (Japão). Através de diversos noticiários das respectivas épocas, este vídeo mostra as contradições dos progressos da energia nuclear e seus estragos pelo mundo. Aponta a forma como as vítimas são negligenciadas pelo poder público e relembra ao expectador que quem financia o poder público é a sociedade. Vamos insistir em consagrar essa história de devastação ou vamos nos preparar para uma nova forma de geração de energia e consumo? Nossos netos aguardarão ansiosos pelos efeitos de nossa resposta.
Read More

Rio+20 começa em Itacuruba

0

Posted in


     Entre os dois eixos da Transposição de águas do Rio São Francisco, em direção ao território Pankará, onde o governo pretendeinstalar a primeira usina nuclear do Nordeste, no coração do Semiárido em período de seca, uma marcha de indígenas,quilombolas, movimentos sociais, populações urbanas, igrejas, homens, mulheres e crianças, inaugura a Rio+20 em pleno sertãode Pernambuco no dia 3 de junho.
       As grandes obras não resolveram o problema do povo, uma usina nuclear  tende a piorar o que  é ruim. Não queremos maisuma grande obra, dessas que destroem a biodiversidade, contaminam as águas, poluem o ar, ameaçam as pessoas e aindapodem deixar lixo atômico para as gerações que viverão nos próximos 100 mil anos.
      Queremos investimentos na Convivência com o Semiárido, queremos água através das adutoras para o meio urbano, garantia dosterritórios das comunidades tradicionais, agroecologia, educação, saúde e a revitalização do São Francisco.
    Tudo que nos prometeram falhou. Nenhuma grande obra nos ajudou.  temos alguns resultados nas políticas sociais simples,que chegaram dentro de nossas casas, que ajudaram a melhorar nossas vidas, lembrando que boa parte delas vieram por meio daação da sociedade civil organizada, das ONG's, das igrejas e não diretamente dos governos.
     Venham marchar conosco. Dia 3 de junho, 6h da manhã, sairemos do trevo de Itacuruba, entre Belém do São Francisco eFloresta. Vamos inaugurar a agenda dos movimentos sociais, com mobilizações que se estenderão ao mundo inteiro.
     A Rio+20 – particularmente a Cúpula dos Povos - começa no dia 03 de junho, em Itacuruba, sertão de Pernambuco.

O quê? Marcha das Águas
Onde? Itacuruba – PE
Quando? 3 de junho de 2012

Realização:
Articulação Popular São Francisco Vivo
Projeto Cultura de Paz
Diocese de Floresta

Apoio:
MESPE
KINDERMISSIONSWERK
CESE
PREFEITURAS
GRE FLORESTA

Facebook: Marcha das Águas
Read More

Governo prepara novo cronograma para construção da usina de Angra 3

0

Posted in ,

A Eletronuclear pode apresentar um novo cronograma para as obras da usina nuclear Angra 3 em maio - data estimada para o término da licitação que define o consócio que fará a montagem eletromecânica da usina - e o início da operação poderá ser adiado para 2016. "[O início da operação] Estava previsto para dezembro de 2015, possivelmente será no início de 2016", disse o assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães.

O executivo frisou, no entanto, que o cronograma final só poderá ser divulgado com exatidão quando o consórcio vencedor estiver definido. "Qualquer mudança no cronograma agora é especulação", frisou Guimarães. "Quando [o consórcio] estiver no canteiro, o dia que ele estiver, a gente atualiza e dá uma nova estimativa de início da operação comercial", disse Guimarães, depois de apresentar, ontem, uma palestra no congresso de energia EnerGen LatAm 2012.

Angra 3, que começou a ser construída em 2010, será a terceira usina da central nuclear de Angra dos Reis e terá potência de 1.405 MW. O orçamento total definido para Angra 3 é de R$ 10 bilhões, 70% em moeda nacional. Da parcela nacional, 70% caberá ao BNDES e 30% tem o financiamento da Reserva Global de Reversão e recursos próprios da Eletrobras. Os 30% financiados no exterior são proveniente de um pool de bancos europeus, liderados Société Générale que, segundo Guimarães, será empenhado "fundamentalmente" para o pagamento do contrato com a Areva, que fornecerá o sistema de instrumentação e controle.

Guimarães negou que o cronograma das obras, que estão ainda na parte civil, tenha sido atrasado pela greve de dois dias dos trabalhadores, iniciada no domingo. "Isso causa sem dúvida algum prejuízo para a construtora [ Andrade Gutierrez ], mas é prejuízo dela." Os 4 mil funcionários que trabalham na obra aderiram à paralisação.

Os operários, segundo o assessor da presidência da Eletronuclear, se queixaram de três funcionários da construtora que seriam "excessivamente rígidos" e os tratavam mal, além de algumas reivindicações relacionadas à alimentação no canteiro. "A direção da Andrade no canteiro chegou a um acordo", disse.

O executivo voltou a afirmar que o atlas do potencial nuclear no Brasil seria apresentado no início do ano passado. "Certamente o ambiente não ficou muito favorável, dada toda a comoção que o terremoto no Japão e o acidente de Fukushima trouxeram", disse. Segundo ele, o Plano Nacional de Energia 2035 pode ser divulgado este ano e trazer novidades para a energia nuclear. "O horizonte de expansão da hidroeletricidade [principal fonte brasileira] para lá de 2025 é limitado", disse. "E depois disso?", questionou, ressaltando a necessidade de aumentar a oferta de energia no país.

Autor(es): Por Marta Nogueira | Do Rio
Valor Econômico - 02/02/2012
Read More