O presidente da Direção de Regulamento Nuclear do Japão, Shunichi Tanaka, reconheceu que, na central nuclear, podem ocorrer novos vazamentos. De acordo com o funcionário, a anterior limpeza da usina foi realizada de forma irresponsável. O novo plano da operação de resgate será divulgado na terça-feira.
No domingo (01/09/2013), tornou-se público que um dos reservatórios da usina vaza a água, cujo nível de radiação é de 18 vezes maior do que o estimado anteriormente. Desde a semana passada, vários peritos estão trabalhando junto ao reservatório, tentando parar o vazamento.
O nível de radiação no reservatório de água na usina nuclear japonesa Fukushima 1 subiu 18 vezes em 9 dias, anunciou a operadora da usina Tokyo Electric Power Co (Tepco).
De acordo com os resultados de uma medição efetuada ontem, dia 31 de agosto, o nível de radiação em um dos reservatórios de água da usina atingiu 1.800 milissieverts/hora, o que quer dizer que uma pessoa que se encontrasse junto com a água contaminada, teria morrido em 4 horas. A título de comparação: a medição efetuada no mesmo reservatório no dia 22 de agosto registrou 100 milissiverts/hora.
O nível de radiação extremamente alto foi registrado em, pelo menos, quatro áreas próximas aos tanques de água na usina nuclear japonesa Fukushima 1, informou a empresa operadora da central nuclear Tepco.
No momento, os peritos estão verificando se há vazamentos nos tanques.
Em março do corrente ano, mais de 360 mil toneladas de água com diferentes graus de substâncias radioativas se acumularam nos porões, no sistema de drenagem e nos reservatórios especiais da usina.
O nível de ameaça, associada com a recente fuga de um dos reservatórios da usina nuclear Fukushima 1, foi elevado do primeiro, "anomalia", ao terceiro, "incidente importante", segundo a Escala Internacional de Acidentes Nucleares, informa a Autoridade Reguladora Nuclear do Japão (NRA). A decisão de elevar o nível de gravidade foi tomada depois das consultas com a AIEA.
A Escala Internacional de Acidentes Nucleares se usa para avaliar incidentes ligados com a fuga de radiação por causa de acidentes em usinas nucleares. O maior nível de gravidade – sétimo, "acidente grave", – foi registrado apenas duas vezes: durante avaria na central nuclear Fukushima 1, em 2011, e na usina de Chernobyl, em 1986.
Um homem foi detido na quarta-feira no Aeroporto John Fitzgerald Kennedy (JFK), em Nova York, com amostras de urânio escondidas nos sapatos visando uma venda ao Irã, informou a Justiça americana.
Patrick Campbell, 33 anos, oriundo de Serra Leoa e procedente de Paris, é acusado de servir de intermediário para vender ao Irã mil toneladas de urânio purificado, violando a legislação americana. Campbell estava sob vigilância desde maio de 2012, quando respondeu a um anúncio no site Alibaba.com sobre a compra de urânio 308 (yellow cake). A mensagem era uma isca de um agente americano do serviço de imigração. O agente disse a Campbell que pretendia comprar mil toneladas de urânio purificado para o Irã, que seria misturado a outros minerais para o transporte. Campbell respondeu que não havia problema e que o carregamento seguiria de Serra Leoa para o porto iraniano de Bandar Abas, em um carregamento de cromita. Em vários contatos --por telefone, Skype e e-mail-- Campbell revelou que estava ligado a uma empresa que vendia urânio, ouro, diamantes e cromita na fronteira entre Libéria e Serra Leoa, segundo a ata de acusação. O urânio purificado deve ser enriquecido para uso em aplicações nucleares. Procedente de Paris, Campbell foi detido na quarta-feira, quando chegava a Nova York, com o objetivo de apresentar a seu "contato" amostras de urânio. Capmbell foi acusado de violar a legislação americana sobre transações com o Irã, e pode pegar uma pena de até 20 anos de prisão e multa de um milhão de dólares.
O ministro das Relações Exteriores do Japão visitou dia 25 de Agosto a usina atómica de Chernobyl para poder fazer comparações entre as experiências obtidas em Chernobyl e as operações destinadas a ultrapassar as consequências do acidente nuclear em Fukushima. No âmbito duma visita de três dias, Fumio Kishida visitou Chernobyl para compartilhar as experiências de liquidação de acidentes nucleares. Na segunda-feira, o chanceler nipónico manterá negociações com seu homólogo ucraniano Leonid Kozhara.
A operação militar dos EUA contra a Síria pode provocar uma catástrofe nuclear de escala regional. Um ataque a Damasco poderá afetar o reator nuclear situado nos arredores da cidade. Mesmo que as instalações não sejam danificadas, a eventual derrota das tropas governamentais permitirá aos extremistas tomar conta de materiais radioativos.
Como se sabe, nas cercanias da capital síria se encontra um mini-reator de fabrico chinês que utiliza combustível de alumínio com urânio militar. A China forneceu à Síria quase um quilo de urânio inserido no combustível para o reator. Por isso, tal ataque poderá virar uma autêntica catástrofe, adverte o porta-voz do MRE da Rússia, Alexander Lukashevich.
"No caso de um ataque planejado ou pontual ao mini-reator em causa, que emite nêutrons, as consequências serão terríveis. As áreas adjacentes serão contaminadas pelo urânio altamente enriquecido e por produtos de desintegração radioativa. Além disso, será praticamente impossível restabelecer o controle sobre o armazenamento dos materiais nucleares disponíveis."
Outro perigo sério se deve ao fato de as forças governamentais poderem perder o controle sobre este alvo após o ataque. Neste caso, os materiais radioativos serão apreendidos por extremistas. Mesmo que não estejam em condições de criar uma bomba atômica "normal", as consequências serão extremamente perigosas, frisou Igor Khokhlov, do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais:
"Acontece que o reator em questão carece de tecnologias para criar uma bomba atômica. Mas a partir dele será possível produzir um engenho explosivo "alternativo" que, como é óbvio, escapará a qualquer controle oficial. Deste modo, tomando em conta a situação tensa na Europa e nas comunidades muçulmanas extremistas, tal "bomba alternativa" poderá vir a ser usada contra os habitantes da Europa, inclusive dos países que se manifestam pela intervenção armada na Síria, por exemplo, da França."
Para evitar tais efeitos fatais, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia apelou à comunidade mundial a prestar a devida atenção a este problema candente, anunciou a mesma fonte diplomática.
"Com vista a prevenir cenários negativos, lançamos um apelo ao secretariado da AIEA para que este possa reagir rápida e oportunamente à situação criada, apresentando aos países-membros uma análise dos riscos relacionados com um provável ataque dos EUA ao mini-reator, fonte de nêutrons e a outros alvos localizados no território da Síria”.
Cumpre acrescentar que, para além dessas ameaças diretas, um ataque estadunidense é capaz de provocar outras, indiretas. No Irã, a campanha militar irá incentivar ainda mais e acelerar a criação de armas nucleares. Os regimes de Saddam Hussein e Muammar Kadhafi não eram menos odiosos do que o regime político totalitário existente na Coreia do Norte. Todavia, ninguém se atreve a atacar esse país, que possui a bomba atômica elementar. Se Bashar Assad for derrubado pelo EUA, o Irã seguirá na fila dos países sujeitos à "democratização forçada". Para evitar tal sorte, o governo iraniano procurará encontrar "refúgio" na sua bomba atômica. Se assim acontecer, o mesmo será feito por seus vizinhos, por exemplo, pela Turquia ou pela Arábia Saudita e depois por outros Estados limítrofes. Na sequência disso, estará em causa o próprio regime de não-proliferação de armas nucleares, capaz de não recuperar após tal golpe demolidor.
Vazamento em vários tanques de seis contentores de
resíduos nucleares foi registrada no estado de
Washington, declarou o governador do estado Jay Inslee.
Seis tanques subterrâneos de lixo nuclear estão vazando no Estado norte-americano de Washington, anunciou na sexta-feira (22/02/2013) o governador Jay Inslee.
Os seis tanques em questão encontram-se no Depósito Nuclear de Hanford, considerado a área de maior contaminação radioativa dos Estados Unidos.
Inslee fez o anúncio depois de uma reunião com funcionários do governo federal. Segundo ele, a situação é "perturbadora". A vida útil dos tanques, de aproximadamente 20 anos, já expirou. A porta-voz do gabinete, Lisa Harper, disse que o secretário de Energia norte-americano, Steven Chu, havia informado o governador nesta sexta-feira sobre o vazamento em seis tanques. Ela falou que o vazamento não foi contido. De acordo com uma porta-voz de Inslee, o Departamento de Energia recebeu informações de que os vazamentos estavam ocorrendo, mas, por não analisá-las corretamente, não estava imediatamente ciente de sua importância nem notificou autoridades estaduais. "Uma das coisas frustrantes que soubemos é que o Departamento de Energia tinha dados de que os vazamentos estavam acontecendo e se tivessem analisado adequadamente teria dito mais cedo que os vazamentos estavam ocorrendo", disse a porta-voz Jamie Smith. Ela afirmou que as autoridades estavam preocupadas com a possibilidade de os resíduos vazarem para o rio Columbia. Segundo a Agência de Proteção Ambiental, Hanford é um local onde nove reatores nucleares foram construídos ao longo do rio Columbia, como parte do Projeto Manhattan --que desenvolveu as primeiras bombas atômicas americanas, durante a Segunda Guerra. A produção terminou em 1989, de acordo com a agência, e começou um trabalho de limpeza de resíduos nucleares e químicos no local contaminado.
A polícia turca, averiguando um carro na província de Giresun (adjacente à costa do Mar Negro), encontrou nele dois Erlenmeyers contendo césio-137 radiativo. O motorista foi preso. O césio que vale $1 milhão, será enviado para estudos à Agência Turca de Energia Atômica. Não se informa de onde esse material entrou na Turquia.
Este ano, já não o primeiro caso em que na Turquia se confisca césio-137. Em abril passado, autoridades encontraram cerca de 500 g dessa substância radioativa num carro indo à Turquia, proveniente da Geórgia. A fonte principal da obtenção de césio-137 são os resíduos do combustível nuclear de usinas atômicas.
Os peritos baseiam suas conclusões preliminares em resultados da inspeção visual da rocha nas proximidades da central nuclear Higashidori na prefeitura Aomori, no norte do país, informa o Departamento de Supervisão de Energia Nuclear do Japão.
Caso os pressupostos negativos sejam confirmados, as autoridades obrigarão a empresa-operador Tohoku Electric Power Company a tomar uma série de medidas para proteger a usina contra um possível terremoto. A central nuclear Higashidori tornou-se a segunda usina sob a qual foi encontrado uma falha geológica. Mais uma falha foi encontrada anteriormente debaixo do reator da usina Tsuruga.
A Autoridade Reguladora Nuclear do Japão (ARN) iniciou na quinta-feira (14/02) as investigações de falhas geológicas ativas sob a usina nuclear de Higashidori, localizada na prefeitura de Aomori.
Os especialistas observaram valas cavadas na parte sul da usina. Ao longo de uma falha conhecida como “S-19”, foi analisada uma alteração de 90 centímetros.
ARN durante a investigação na usina de Higashidori (Imagem: reprodução NHK)
Funcionário da Companhia de Energia Elétrica de Tohoku, operadora da usina, disseram que a alteração se deu pelo inchaço das camadas de absorção de água e não por atividades sísmicas. Contudo, os pesquisadores da ARN duvidaram da explicação, afirmando que a mesma é controversa.
Os especialistas irão adquirir mais dados durante a investigação de dois dias e apresentar um relatório na próxima quinta-feira (20) durante uma reunião em Tóquio, de acordo com informações da NHK World News.
A ARN já investigou as usina de Oi e Tsuruga. Nesta semana, o painel responsável anunciou uma falha ativa embaixo da usina de Tsuruga, mas o futuro da usina ainda não foi decidido.
As normas do governo japonês não permitem usinas nucleares em cima de falhas geológicas ativas.
As empresas de construção francesas Vinci e Bouygues evacuaram, como medida de precaução, seus funcionários de Chernobyl após na terça-feira, na sala de máquinas do 4º bloco da usina nuclear de Chernobyl, as paredes e o telhado terem abatido parcialmente.
O serviço de imprensa da usina nuclear, no entanto, declarou que não foi detectado qualquer aumento da radiação de fundo na própria usina ou na zona de exclusão, ninguém ficou ferido.
A parede que ruiu se encontrava longe do reator, acrescentou o serviço de imprensa. No entanto, tal destruição evidencia que a construção da usina nuclear continua a deteriorar-se.
O desmoronamento parcial dos tabiques separadores e do telhado ligeiro na sala de máquinas da usina nuclear de Chernobyl ocorreu por causa de desgaste das estruturas, mas não por neve acumulada no telhado, informa o canal de TV ucraniano "1 +1", cuja equipe visitou a estação junto com deputados do parlamento ucraniano.
Após o acidente que se produziu no 4º bloco da usina nuclear de Chernobyl em 1986, na sala de máquinas danificada nunca mais se realizaram obras de reparação e, portanto, uma situação similar à de desmoronamento parcial poderia voltar a acontecer.
Na terça-feira (12), na sala de máquinas do 4º bloco da usina nuclear de Chernobyl foi registrada uma destruição parcial das paredes e do telhado, sendo a área de desmoronamento de cerca de 600m ².
Os espíritos de Niels Bohr (Stephen Rea) e sua mulher Margrethe (Francesca Annis) caminham por Copenhagen, na Dinamarca, e rumam para a antiga casa dos Bohr para encontrar Werner Heisenberg (Daniel Craig), que também já morreu. A razão deste inusitado encontro é que Niels e Werner foram grandes físicos na 1ª metade do século XX e criaram as diretrizes para a construção da bomba atômica, sendo Niels mentor de Werner. Acontece que Bohr era dinamarquês e Heisenberg era alemão. Em setembro de 1941 Werner resolveu visitar Niels, mas se no passado eram amigos a guerra agora os colocara em lados opostos. Como os nazistas tinham ocupado a Dinamarca a vinda de Werner representava o conquistador indo até a casa do conquistado e, por mais que Niels tivesse prometido para Margrethe não falar de política e só de física, ficou evidente que isto era impossível de ser cumprido. No mesmo dia da chegada Nils e Werner foram fazer um tradicional passeio e logo voltaram, pois houve uma séria desavença entre eles. Décadas depois Niels, Werner e Margrethe tentam entender o que motivou Werner, um ganhador do prêmio Nobel que chefiava o programa atômico alemão, a ir ao encontro de Niels, um meio-judeu e o que aconteceu naquele dia, pois o que supostamente houve foi motivo de inúmeras conversas através dos anos.
Não é a primeira vez na história que a sociedade assiste com espantos o efeito devastador de uma tragédia nuclear. Infelizmente, as diretrizes que o mundo vem adotando em relação ao tema nos afirmam que tão pouco a tragédia em Fukushima será a última.
Em Setembro de 1987 os olhos do mundo se voltaram para o Brasil. No inicio do mês recebemos notícias do "êxito" em nosso programa nuclear (paralelo) que anunciava a capacidade tecnológica própria para enriquecer urânio a 20%. Ao final do mês é anunciada a "derrota", a tragédia causada pela exposição à radiação sofrida pela população em Goiânia e a contaminação sofrida pelas vítimas do contato direto com o elemento radioativo Césio-137. Na qualidade de presidente da AVCésio, associação criada pelas vítimas diretas da tragédia, venho oferecer condolências e solidariedade as vítimas e futuras vítimas do terror e silêncio que hoje vem de Fukushima.
Nós conhecemos o sabor do medo que a falta de informação em um momento de crise causa. Sabemos como são dolorosas as feridas feitas pela brutalidade quando o pânico e a falta de informação inflamam a população. Sofremos literalmente na pele angústias que apenas a radioatividade pode causar. Nossas propriedades, bens, documentos, memórias, fotografias, saúde física, parentes, amigos, relações profissionais, animais de estimação, entre muitos outros, foram todos violentamente extintos ou prejudicados. Por este motivo manifestamos aqui nossa compaixão, carinho e acolhimento as vítimas e futuras vítimas de Fukushima.Sempre nos comove ver a movimentação e a solidariedade de técnicos e centros tecnológicos do mundo inteiro ante uma emergência nuclear. Tal imagem nos gera a sensação de comunicação e redes de apoio, dois pontos frágeis e inoperantes dentro da temática nuclear. A falta de informação "crônica" é a responsável por gerar e elevar a perda de confiança nas autoridades competentes.
Infelizmente as tragédias nucleares mundo a fora seguem o mesmo desesperante roteiro: Poucas informações desmentindo a gravidade do problema, "pequenas" inverdades em nome do bem geral da nação, desconfiança e mobilização internacional, truculência nos procedimentos envolvendo vítimas, até que enfim cheguem informações a população local e mundial das reais dimensões da tragédia. Esta política esmagadora não deveria seguir vigorando, cartas como esta são também tristes alardes de danos incalculáveis.
Esperamos, e faremos pressão, para que o governo brasileiro siga o exemplo dos países da Europa que agora se movimentam para desacelerar e extinguir seus respectivos programas nucleares. As defasagens, abusos e omissões no programa nuclear brasileiro são inúmeras e graves. A presidenta Dilma Rousseff já avisou aos brasileiros que seu governo será lembrado pelo respeito aos direitos humanos, pagaremos todos para ver o quanto, quando e como nosso governo democrático irá nos proteger. Nossas ações, reclamações, manifestações e movimentos são a parte que nos cabem nesta luta, cuja as vítimas de Fukushima acabaram ingressar.
Organic Farming Opens Up Hope for Recovering Sustainable Communities
Tambos (rice paddies) and Tombos (dragon flies)
It was during my fifteenth year of organic farming. This one morning in late June, I was taking care of my rice paddies; in Japanese we call them “tambo”. These are deepwater tambos constructed in a mountainous region in Fukushima. Waters are twenty centimeters deep to prevent weeds from growing.
It was just a typical morning, and I was walking along the edge of the tambo. Then a newborn dragonfly, we call dragonflies “tombo” in Japanese, came flying out of the tambo. It wasn’t just one or two, but over fifty tombos came flying out. Their soft wings were glittering silver in the morning sun. It was a fascinating experience.
The tombos flew away from the tambo into our communal mountains nearby. And there, they fly freely in the highlands during the summer. In September, the tombos come back to the tambo to lay their eggs. They are called tombos because they come from and back to tambos.
It’s not just tombos. In tambos there are also spiders, giant water bugs, mantises… Frogs jump around the tambos, etc. etc. A tambo fosters a whole world of its own.
Tambos also work as a dam that prevents flooding. And the water that flows into a tambo comes from the forests in our communal mountains. These are trees planted by our ancestors. Planted for us, and our succeeding generations. The beautiful tambos, the blessings from our communal mountains and forests, are all with us today because our ancestors took care of the forests and continued a tradition of sustainable farming.
Utilizing the Blessings from Our Communal Forests, and Furusato-Building
In two-thousand-five, we started a non-profit organization called “Towa Organic Furusato-Building Council”. Our goal is to promote resident-led development, utilizing the rich blessings of our communal mountains and forests. However, by “development” we do not necessarily mean economic development. Our goal is to revitalize our community while valuing our culture, tradition and harmonious style of living with nature.
We want to foster a community where people look back with pride and affection, where all are welcome, and where people can make him or herself at home. In Japanese we call such a hometown “furusato”; and thus our activities can be more simply defined as “furusato-building”.
Specifically, with the investments of farmers, ranchers and local businesses, we started a community compost center to support organic farming. The center makes compost from fourteen different categories of locally supplied ingredients. This includes cattle manure, rice hulls, sawdust, hay, and local food residue such as dried bonitos, and soybean residue from making tofu.
Rice, vegetables and fruits grown using this compost are then offered to local school lunches and sold to consumers either directly or through consumer cooperatives based in urban areas. Such business fosters communication between the consumers and our farming community; thus functioning as a medium of communication between rural farming communities and urban consumers.
In addition, we began growing mulberry trees, perilla, and figs on abandoned farmlands, developed methods to process those into wrought goods, and created jobs. Mulberry fields are a part of our traditional landscape. Hence growing and utilizing mulberry trees are important and sustainable means to preserve the local tradition. These activities lead to furusato-building; preserving the traditional landscape where tombos fly freely among the tambos and mulberry fields.
In the course of these activities, we found out we were not the only ones. We found there were many in Fukushima with shared visions. To connect with these folks and to spread even further our scope of activities, we organized in two-thousand nine, Fukushima Organic Farmers’ Network. And just as things were beginning to get on track, the nuclear accident happened.
Organic Farming Brings Hope for Recovery
Radioactive particles released by the three-eleven nuclear accident contaminated Fukushima’s mountains, forests, houses, roads, parks, just about anything, and most importantly for us, farmland. Yet, we continued to plow, and to sow the seeds, and kept producing fruits, vegetables and rice. We never gave up.
After a whole year of collaborative research with farmers, residents, researchers and academics, we found out some important facts. We found out that land that is rich in clay and organic matter has a tendency to contain radioactive particles such as radioactive cesium, therefore reducing its transition to produce. In other words, through the practice of organic farming, we are able to condition our land so that radioactive particles are not taken in by what we grow. This finding brought us great hope. It meant that the revitalization of Fukushima could be accomplished through the practice of organic farming.
Ninety-eight point four per cent of brown rice grown in Fukushima Prefecture last year had less than fifty becquerels per kilogram of radioactivity. Most of the vegetables inspected were below thirty becquerels per kilogram last year. And this year, most are below the detection limit. However, fruits and berries that grow on trees tend to show higher numbers. Mushrooms also tend to have over one hundred becquerels per kilogram.
In other words, it’s the mountains and the forests that are heavily contaminated. Seventy per cent of Fukushima Prefecture is either mountainous terrain or forests. We must now pay attention to the water that seeps through these mountains and forests and into our residential and farming areas. Entering the second year since the nuclear accident, these are things that we need to research and make clear. We need to obtain accurate measurements from trees, leaves, natural compost, hay and other local organic resources that are so vital to organic farming. And wherever we find high levels of radioactivity, we must find ways to cope with the situation.
Food and Energy Self-Sufficiency as Key
In contrast to the scenic tambo that I shared with you earlier, the kind of scene I see today is this. An elderly farmer sighing with relief to see that his vegetables are safe to eat after inspections and saying “Our grand children can eat this!?”
It is important that we inspect our produce and our land in order to make visible what we cannot see, feel, nor smell, radioactivity. And sharing accurate information is the only way we can foster trust with our consumers.
What we offer to our consumers should be no different than what we eat ourselves. Therefore, we cannot, and should not, be offering produce that we cannot let our grandchildren eat. This also includes produce sprayed with herbicides and pesticides. These are chemicals that we would not want in our kitchen.
In the spring, we gather shoots and wild plants in our communal mountains and forests. By summer our vegetables will be ready to eat. In autumn, the trees bear fruit and mushrooms grow in the wild. During the winter, we eat dried radish, pickled vegetables and fermented soybeans.
Japan’s relative longevity is found not only on medicine but also on this tradition of eating what is available at the time and place. However, a reliance on imported foods and chemical additives has lowered the immune strengths and resilience of both humans and livestock. In this sense, the nuclear accident taught us another lesson; that we should be eating what is available locally at the right time. We have found out that for the Japanese, eating traditional foods such as Japanese root crops, seaweeds, miso, pickles and other fermented products, strengthens our digestive organs and excretes toxic substances from our bodies.
There is an idiom in Japan that says “shin-do-fu-ji”. This means a healthy body can be built by eating what is grown locally, and is literally written in kanji characters meaning the body and the earth is indivisible. In Africa, there must be African eating traditions. Europe must also have their seasonal foods. Supporting local farmers and local food cultures leads to a healthy way of living. This is what our national and local governments should be doing; supporting local agriculture and food culture.
Another point in mind is that, equally important as growing food locally is energy self-sufficiency. Last year, I grew sunflower and rapeseeds. This is because we have learned, from research conducted in Chernobyl that these plants have a tendency to take in radioactive substances thus purifying the land. However, these weren’t planted just for land purification. They can be pressed for oil, because the radioactive substances stay in the pomace, not in the oil. The oil can then be used for cooking. After cooking, the oil can be filtered and reused for diesel engines on our tractors and farming equipment.
This is the kind of effort that is taking place in Fukushima right now. We are moving towards renewable sources of energy; biomass fuels, solar power, micro-hydro generators. It is time we all shift from relying on petroleum or nuclear power to renewable sources of energy.
Recovering Fukushima to a Place Where Children Can Play Freely
We have a message from Fukushima; an appeal.
The people of Fukushima have suffered. Many of our people were forced to evict, and are still forced to live away from their homeland; away from their furusato.
Farmland has been contaminated.
Organic farmers have committed suicide in despair.
Children have been deprived of their rights to just play freely outside.
This is not the kind of suffering that should happen again to anyone.
If we do not change course now, when will we ever change course?
We have found out through the nuclear accident, that organic farming and eating locally grown foods, which can also mean increasing our self-sufficiency, leads to job creation, eradication of poverty and prevents human rights abuses.
It’s been thirty-five hundred years since our ancestors learned how to grow rice from our friends in China. Japanese poetry, dance, songs all are culturally rooted in growing rice. We are a rice-based culture. We must not bring an end to this culture.
Our ancestors have planted trees, protected the mountains, and conserved our communal forests. These efforts have brought rich waters to our tambo. And waters also flow into the sea; fostering rich biodiversity in our coastal waters. But it has all been contaminated.
Now, after the contamination, I feel even stronger that what we have lost is so great. Foresting our rigid mountains, sowing seeds on our farmland, and wisely utilizing our coastal fishing grounds; these practices of forestry, agriculture and fishery are what constructed a reproductive and sustainable society. And based on these practices, primary and secondary processing industries grew out to create jobs.
Before the nuclear accident, teenagers and people with disabilities came to pick tomatoes, plant and harvest rice, and rake leaves. We had a community where the young and the elders worked together; where the disabled and not-so-disabled worked hand in hand. Agriculture has a strong pull that fosters a sense of community.
When I close my eyes, I can recall the days in Fukushima where I can hear the children’s voices echo in the neighborhood. But I say to myself. “No, this is what the real world should look like, not just in my memories. I must make this the reality once again.”
In order to make it happen, we must turn back from the world of global competition to a world of local cooperation; respecting the local traditions of organic farming, and reinstating the practices of farming, forestry and fishery as our society’s very foundation. That path to sustainability is the path that we should be headed. That is our message and our appeal.
And along this path, we will sow the seeds of hope.
Ten Points for a Sustainable Fukushima
Finally I would like to share a proposal consisted of ten points, that we feel are critical in achieving a sustainable society.
1) De-nuclearization
We strongly propose stopping at once and decommissioning all nuclear reactors in the world.
2) Radiation Protection
We demand that a system of health survey of all residents, along with a system of radiation inspection on housing, farmland, produce, food, and agricultural raw materials be established promptly.
3) Revitalization
We propose that revitalization efforts shall be resident led with locally sustainable organic farming at its core; creating jobs through the revitalization of primary industries and local economies.
4) Self-sufficiency and coexisting with nature
We will take back our traditional styles to coexist with nature, while improving our local and individual self-sufficiency. To do this we must learn from our elders, how we shall live in harmony with nature.
5) All-farming Society
We believe that over-concentration of population, capital and power in urban cores produce inequalities both within and between regions. Thus, we propose a decentralized society where every person can exercise his or her right to farm.
6) Dietary Habits
The consumption of meat, chemical compounds, food additives, and genetically modified organisms should be substantially reduced. Alternatively, the global diet should be based on locally grown grains and vegetables.
7) Revitalization of primary industries and increased food stock
To provide for a global food crisis, all communities should revitalize their primary industries (i.e. agriculture, forestry and fishery), increase their self-sufficiency, and food stock.
8) Building Humane Networks of Trust
We will restore a society and a way of living based on mutual trust; both in our communities and between cities and rural communities.
9) Energy
We will reduce the amount of energy we use and switch to an interspersed, renewable, and self-sufficient energy.
10) De-growth
We will turn away from a society where economic growth is overemphasized, and move to a more moderate one emphasizing life and solidarity.
Próximo do aniversário de um ano do desastre de Fukushima, organizações brasileiras intensificam luta para barrar a construção de Angra 3 e a previsão de mais 4 usinas no país. Em debate no Fórum Social, pesquisadores alertaram para riscos da tecnologia e articularam ações com organizações alemãs. Governo do país europeu ofereceu garantia financeira para investidores do setor no Brasil.
Porto Alegre - No próximo dia 11 de março, protestos em todo o mundo marcarão o aniversário de um ano do acidente nuclear na usina de Fukushima, no Japão, que expôs mais de 300 pessoas a um alto grau de radiação. O número de mortes por câncer no futuro pode chegar a mil neste que foi o maior desastre nuclear desde Chenobyl, em 1986. Em junho, durante a Rio+20, a questão da energia nuclear estará novamente em pauta. A 150 quilômetros de distância de Angra 1 e Angra 2 e do terreno onde está sendo feita a terraplanagem de Angra 3, o programa nuclear brasileiro também será alvo de manifestações dos movimentos sociais. Neste contexto, o Fórum Social Temático em Porto Alegre, que acontece até domingo, não podia ficar fora do roteiro das articulações nacionais e internacionais, que visam não apenas paralisar a construção de Angra 3 como acabar com a produção de energia nuclear no país.
Num debate realizado na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, promovido pela Coalizão contra Usinas Nucleares e pela Articulação Antinuclear do Brasil, a lista exposta com as razões para se rejeitar esta forma de produção energética no país foi extensa, começando pelos riscos de acidentes. Os ambientalistas enfatizaram que não existe a possibilidade de risco zero na produção da energia nuclear.
“Antes de Fukushima, muitos defensores da energia nuclear afirmavam isso. Mas todos sabem que há o efeito da imprevisibilidade. No Japão, apesar de toda a tecnologia usada na segurança, o acidente foi catastrófico do ponto de vista social e ambiental”, avaliou Heitor Scalambrini, membro do Movimento Ecossocialista e pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco.
No estado, a cidade de Itacuruba, a 750 km do Recife, na fronteira com a Bahia, seria a principal opção para a construção de uma nova usina nuclear no país. Além de Angra 3, há uma previsão de colocar em operação outras quatros centrais em território nacional: duas no nordeste e duas no sudeste, a um custo de R$ 10 bilhões cada uma. Itacuruba teria sido escolhida por ficar às margens da lago de Itaparica, ao longo do Rio São Francisco, por ter solo estável e estar entre os três maiores mercados consumidores de energia elétrica da região: Salvador, Recife e o complexo portuário de Suape. A Eletronuclear fala de seis reatores, a serem instalados num complexo de 6 megawatts de produção.
Outra razão contrária à ampliação do programa nuclear brasileiro seria seu próprio custo. Depois de Fukushima, em função das novas regras de segurança que estão sendo definidas em âmbito internacional, o custo da produção da eletricidade via esta tecnologia, que já é caro – em média R$ 180 megawatt/hora –, deve aumentar, reforçando a necessidade dos subsídios já frequentes por parte dos Estados.
“É um custo alto, que não se justifica, até porque esta tecnologia contribui com apenas 2% da geração de energia elétrica no Brasil, facilmente realizáveis através da melhoria das hidrelétricas. Num país com 8 mil quilômetros de litoral, de clima tropical na sua maioria e com enormes potenciais para energias renováveis, não se deve investir em energia nuclear”, acredita Dawid Bartelt, da fundação alemã Heinrich Boll.
O governo da Alemanha está oferecendo a garantia financeira para os investimentos em Angra 3, que está sendo construída com tecnologia daquele país. A garantia financeira é uma peça decisiva para a consolidação da obra. Depois do acidente de Fukushima, no entanto, o governo alemão decidiu desativar 8 das 17 usinas nucleares em funcionamento no país; o restante será paralisado até 2022. “É um escândalo político. Enquanto acha que esta tecnologia é perigosa demais para a população alemã, o governo acredita que pode incentivá-la para a população brasileira. Está exportando uma tecnologia que já foi banida ali para outros países”, criticou Bartelt.
Na semana do dia 27 de fevereiro, o Parlamento alemão tomará a decisão se autoriza ou não o governo a conceder a garantia a Angra 3. Articuladas com organizações alemãs, as entidades brasileiras estão pressionando os congressistas europeus.
Já para o Parlamento brasileiro, foi lançada uma proposta popular de emenda constitucional, que pretende coletar pelo menos um milhão de assinaturas, para proibir, na Constituição Federal, que o país tenha usinas nucleares.
“Há um total desconhecimento da população brasileira em relação ao que está acontecendo. E uma própria ignorância dos governantes sobre este risco. Desde os prefeitos que disputam para sua cidade ser sede de usina ou para vencer licitações para receber lixo nuclear, tudo em busca de um troquinho”, disse Chico Whitaker, da Coalizão contra Usinas Nucleares. “Herdamos dos militares a ideia de que, para ser potência mundial e entrar no Conselho de Segurança da ONU, temos que ter um programa nuclear. É uma ignorância sobre o legado que deixaremos para as gerações futuras. Basta lembrar do que aconteceu com o Césio-137 em Goiânia”, alertou.
20 mil anos de lixo
Para além dos riscos de vazamento e contaminação durante a operação das usinas, a energia nuclear produz um lixo altamente radioativo, que demora 20 mil anos para esgotar seu potencial de radiação. Uma usina com vida útil de 30 anos, por exemplo, geraria mais de mil toneladas de lixo radioativo. A Finlândia é um dos poucos países do mundo que desenvolveu uma solução final para o armazenamento do lixo atômico. Em Angra, segundo os especialistas presentes no Fórum Social Temático, o armazenamento se dá em piscinas a céu aberto.
O risco, de fato, é enorme. Em 1987, uma pedra de apenas 19g de Césio-137 foi responsável pela contaminação de pelo menos 1.600 pessoas em Goiânia. A cápsula, exposta num depósito de material reciclável em uma máquina antiga de radioterapia, foi retirada por alguém que desconhecia a propriedade do elemento e que acabou, involuntariamente, contaminando todos que com ela entraram em contato. Odesson Alves, Presidente da Associação das Vítimas do Césio-137, é irmão da pessoa que encontrou a pedra.
“Meu irmão achou a pedra e queria fazer um anel para esposa. Me mostrou o material, eu o toquei por alguns segundos e isso bastou para que 40 pessoas da nossa família fossem contaminadas. As autoridades não sabiam como gerir o acidente e todos que tiveram contato direto e indireto com o material foram atingidos. A partir daí começou nosso inferno. Tive que ficar mais de quatro meses em quarentena, distante de cinco metro das pessoas. Minha mulher teve caroços no corpo todo. A população queria nos apedrejar, nos acusavam de ter destruído a cidade, meus filhos tiveram que mudar de escola. Mas quem pegou o material também era vítima do processo, das autoridades da Comissão de Energia Nuclear, que deveria ter transportado e guardado o material com segurança”, afirma Odesson Alves.
Mesmo tendo feito 10 sessões de descontaminação, ele perdeu parte do dedo indicador da mão direita, tem uma deficiência na mão esquerda, seu nível de plaquetas opera sempre no mínimo, sente arrepio nos ossos e, muitas vezes, adquire várias doenças ao mesmo tempo, por ter o sistema imunológico deficiente. “Tem pessoas que tem feridas abertas no corpo até hoje, 25 anos depois”, contou. O acidente em Goiânia também gerou 13 toneladas de rejeitos radioativos.
Os riscos no entanto, começam muito antes, alertaram as organizações. Em Caetité, na Bahia, onde existe uma mina de extração de urânio – a primeira etapa da cadeia da produção da energia nuclear –, os problemas gerados na população são enormes. Em agosto, a Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais divulgou o relatório da missão realizada na cidade para levantar as violações de direitos ocorridas no ciclo nuclear. Os documentos são reveladores do descaso do poder público com a vida dos moradores da região.
“Tudo começa com a explosão de dinamite na rocha, que gera um gás radônio, que não tem cheiro nem cor e vai ser inalado pelas pessoas, que sequer sabem que isso está acontecendo. Este gás contamina a água, o solo, os produtos agrícolas, os animais, as pessoas. Ninguém sabe a extensão das contaminações bacia hidrográfica abaixo. Até a água que a população bebia foi considerada contaminada”, contou Renato Cunha, do Grupo Ambientalista da Bahia (GAMBA), que reivindica o fim da exploração do urânio na cidade. Desde o ano 2000, quando a mina começou a funcionar, a incidência de câncer na população não para de crescer.
“Queremos que o programa nuclear brasileiro seja desativado. Mas não é só fechar as usinas. Temos que acabar com a exploração do minério, instalar um sistema de monitoramento independente dos riscos da população e melhorar o atendimento à saúde na região. Desde sempre soubemos que é melhor deixar o urânio embaixo da terra”, disse Cunha.
A justificativa é garantir a segurança do país no atual momento histórico
Moscou - A Rússia considera que, por seus fatores desestabilizadores, o atual momento histórico não permite mais reduções de seu arsenal nuclear, anunciou nesta terça-feira o Ministério da Defesa russo.
'Ao se manterem os fatores de instabilidade, em um futuro previsível a Rússia manterá seu potencial nuclear em quantidade e qualidade suficientes para garantir sua segurança', afirmou o responsável da Segurança Nuclear da pasta, Yuri Sich, citado pela agência 'Interfax'.
A Rússia promoverá 'reduções de maior alcance e limitações da potência nuclear' apenas após avaliar 'todos os fatores que influem na segurança estratégica e afetam os interesses da segurança nacional' do país, apontou o oficial russo.
'A Rússia segue a favor do processo de desarmamento nuclear no mundo com o objetivo final da destruição total do armamento nuclear, mas cumprindo o princípio da mesma segurança para todos', detalhou Sich.
Segundo a doutrina militar aprovada há dois anos pelo presidente russo, Dmitri Medvedev, a Rússia se reserva ao direito de um ataque nuclear em caso de agressão exterior com armas atômicas ou convencionais.
Entre os principais perigos militares exteriores identificados pela doutrina russa estão a ampliação da Otan em direção às fronteiras da Federação Russa e o escudo antimísseis dos Estados Unidos, um assunto que continua opondo os dois países.
Os ambientalistas andam de “orelhas em pé” quanto a problemática ecológica causada pelo tráfego naval. Os dados apontam para 90% das mercadorias entre países serem transportadas por navios em aproximadamente 100 mil unidades que singram o mar anualmente, sem contar os navios de guerra.
Cada navio de carga emite ruídos na faixa de 150 a 195 decibéis, causando transtornos na vida marinha, haja vista, a maioria dos habitantes dependerem deste sentido para viver. Se não bastasse o transtorno de milhares de navios, tem-se o grande vilão destruidor da vida marinha – O SUBMARINO NUCLEAR.
O trafégo dossubmarinos nucleares matam todos os animais que estão na sua proximidade, em proporções semelhantes a pesca por explosões com dinamites. Os ruídos das turbinas são milhares de vezes mais potentes que dos navios comuns.
As baleias parecem ser as maiores vítimas do grande vilão, apresentando GRANDE NUMERO DE ÓBITOS, não só por causa do ruído infernal que lhes causam hemorragias nos ouvidos e olhos, mas também por causa dos testes com sonares (aproximadamente 235 decibéis) que causam também grande devastação marinha.
As consequências do desastre de Fukushima no mar e no ar
Após o acidente de Fukushima, que completou um ano, toneladas de radioatividade vazaram para o ar e o mar. Ainda hoje a contaminação do entorno prossegue.
A reportagem é de Laura Corcuera e está publicada no jornal quinzenal espanhol Diagonal, 17-03-2012. A tradução é do Cepat.
Não há modelos precisos para medir as taxas de liberação de elementos radioativos (radionúclidos) quando o combustível nuclear, que vaza de uma central, entra em contato com a água do mar. Esta é a conclusão publicada por uma equipe de engenheiros e geólogos norte-americanos no último número da revista Science.
Os pesquisadores propõem realizar caros experimentos com materiais radioativos para reduzir o risco das centrais nucleares e voltar a ganhar a confiança da população na energia nuclear. Mas epidemiólogos e radiobiólogos estão tentando explicar desde antes do desastre de Fukushima que a fórmula risco/benefício (risco para a população e benefício industrial), que se utiliza na radioterapia, não pode ser aplicada à energia nuclear.
Em condições normais, uma central nuclear emite constantemente pequenas doses de radioatividade no ar e também na água. Com o acidente de Fukushima toneladas de material radioativo começaram a se dispersar quando a companhia elétrica Tokyo Electric Power (Tepco) começou a utilizar água do mar para esfriar três dos seis reatores da central, cujos núcleos estavam se superaquecendo.
A água foi vazou (e o processo continua) para o Oceano Pacífico e para o leito marinho. Do mar, o combustível radioativo é transportado para todo o planeta e é transferido para os ecossistemas marinhos e cadeias tróficas, onde pode permanecer durante muito tempo.
As algas, ricas em ferro, transferem radionúclidos diretamente para os seres humanos e também para os moluscos, crustáceos e peixes que consumimos. Daí a importância de saber a procedência do que comemos. O estrôncio 90 e o césio 137 têm uma vida média de 30 anos (nesse tempo ficará a metade de sua massa e em 60 anos uma quarta parte). O iodo 131 tem uma vida média de oito dias, mas o plutônio 239 tem uma vida média de cerca de 24.000 anos e com o tempo se transforma em amerício 241, outro elemento radioativo que pode ser incorporado ao organismo humano.
Além da radioatividade que a central de Fukushima está emitindo, hoje resta mais da metade daquela que saiu da central de Chernobil, em 1986.
Dezenas de reactores nucleares em todo o mundo estão localizadas em regiões sísmicas, 14 dos quais em áreas de alto risco, revela um artigo de investigação do “Wall Street Journal” (WSJ).
A maioria destes reactores está localizada apenas em dois países: Japão e Taiwan, ilhas com riquezas naturais limitadas que optaram pela energia nuclear em vez de ficarem dependentes de fontes de energia externas.
O WSJ decidiu atentar na localização de mais de 400 reactores nucleares em todo o mundo - e de 100 que ainda estão a ser construídos ou planeados - usando para tal os dados fornecidos pela World Nuclear Association. Na posse destes dados, o jornal comparou a localização das centrais com as áreas do globo que enfrentam maiores riscos sísmicos usando informações do Global Seismic Hazard Program, um estudo de 1999 levado a cabo pelo U.S. Geological Survey e o Swiss Seismological Service. O objectivo foi o de determinar o risco sísmico que enfrenta cada reactor nuclear.
De acordo com a análise levada a cabo pelo jornal, 48 reactores nucleares em funcionamento no mundo (11%) estão localizados em zonas que têm uma actividade sísmica considerada, no mínimo, como “moderada”. Os reactores de Fukushima 1 ficaram incluídos nestes 48, segundo esta análise.
O estudo concluiu igualmente que 14 destes reactores (o equivalente a 3%) estão localizados em áreas de alto risco sísmico. Destes, 10 estão localizados a uma distância inferior a dois quilómetros da costa, ficando assim mais vulneráveis a tsunamis.
Destes 14 reactores nucleares em zonas de alto risco sísmico, 10 estão localizados no Japão e Taiwan. Outros dois estão localizados nos EUA (Diablo Canyon, na Califórnia). Os restantes dois estão na Eslovénia e na Arménia (que tem mais uma central em construção).
Apesar de tudo, a maioria dos países com energia nuclear preferiu construir as suas centrais em zonas com pouca actividade sísmica. “Não há assim tantos sítios onde os reactores estejam construídos em zonas de fractura. O Japão será, provavelmente, o caso excepcional”, indicou ao WSJ o geólogo da Universidade do Michigan, Ben van der Pluijm.
Especialistas da indústria nuclear sustentam, porém, que as centrais nucleares são construídas de forma a aguentarem os mais poderosos sismos e que, em cima disto, ainda levam um reforço de segurança, para o caso de as piores projecções falharem.
Mas os cientistas subestimam muitas vezes a potência destruidora dos sismos. O tremor de terra de 9,0 na escala de Richter que danificou a central de Fukushima foi dez vezes mais forte que a capacidade que tinha sido testada para aguentar. Em 2007, a maior central nuclear do mundo - a japonesa Kashiwazaki-Kariwa - ficou danificada depois de ter sido abalada por um sismo muito mais potente do que tinha sido antecipado nos estudos preparatórios.
Activistas anti-nuclear japoneses há muito que avisam que os reactores nacionais são mais vulneráveis a sismos do que os operadores, autoridades e reguladores querem admitir.
Em Taiwan este assunto também é polémico e alvo de críticas por parte dos ambientalistas. Todos os quatro reactores nucleares existentes no país estão localizados junto a zonas de grande actividade sísmica.
Após o sismo no Japão, Taiwan poderá começar, aliás, a repensar a sua estratégia. Uma sondagem levada a cabo na passada segunda-feira concluiu que 55 por cento dos inquiridos têm pouca confiança nas instalações nucleares do país.
O regulador de Taiwan garante, porém, que todos os seus reactores estão capazes de aguentar sismos de magnitude 7 ou superior e tsunamis com vagas até 15 metros.
Foto dos escombros no centro de Goiânia - Antiga sede do Instituto Goiano de Radioterapia
Em setembro de 1987 Wagner (Caminhoneiro) e Roberto (Reciclava lanternas de automóveis) estavam recolhendo sucatas. Encontraram em escombros no centro de Goiânia(Foto)um aparelho com estrutura de metal e chumbo, recolheram e venderam a um ferro-velho. O aparelho era usado no tratamento de radioterapia(já obsoleto para fins medicinais, que foi ABANDONADO nas ruínas do IGR) que continha Césio 137 (Elemento radioativo criado em laboratório).
Assim começa o Maior Acidente Radiológico Urbano do Mundo.
LIXO RADIOATIVO A produção de resíduos radioativos em todo o ciclo de vida da energia nuclear é o principal impacto ambiental desta tecnolog...
Os danos do Césio 137 no Corpo Humano
O Césio 137 só começa a perder sua radioatividade em aproximadamente 30 anos. Essa radioatividade pode ter efeito devastador no organismo humano. Começa a destruí-lo de dentro para fora,primeiro a camada muscular e os vasos sangüíneos, depois atinge a camada de gordura, até chegar à pele.
Para sabermos se queremos ou não a proliferação da tecnologia nuclear, precisamos garantir o direito a informação. Na história do desenvolvimento dessa tecnologia, a ignorância em relação ao tema promovida pelas autoridades gerou uma série de manifestações agressivas e preconceituosas para com as vítimas, sempre motivadas pelo medo e falta de informação da população. Toda forma de alienação do direito a informação e opinião é também um problema social. Vamos juntos mudar os rumos dessa história!