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Irã instala cerca de 2 mil centrífugas para enriquecer urânio

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O Irã instalou 1.861 centrífugas adicionais de enriquecimento de urânio em Natanz, elevando seu número total para 15.416, revela um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O relatório sublinha que, apesar do aumento de capacidade, o Irã não atravessou a "linha vermelha", determinada pelo Israel, em termos de volume do urânio altamente enriquecido. Relata-se também que o Irã não parou a construção do reator de água pesada.

Enquanto isso, os governos do Irã e da AIEA concordaram em realizar, em 27 de setembro, a próxima rodada das negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_08_28/Ir-instala-mais-2-mil-centr-fugas-para-enriquecer-ur-nio-4504/
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Ataque à Síria pode levar a uma catástrofe nuclear

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A operação militar dos EUA contra a Síria pode provocar uma catástrofe nuclear de escala regional. Um ataque a Damasco poderá afetar o reator nuclear situado nos arredores da cidade. Mesmo que as instalações não sejam danificadas, a eventual derrota das tropas governamentais permitirá aos extremistas tomar conta de materiais radioativos.

Como se sabe, nas cercanias da capital síria se encontra um mini-reator de fabrico chinês que utiliza combustível de alumínio com urânio militar. A China forneceu à Síria quase um quilo de urânio inserido no combustível para o reator. Por isso, tal ataque poderá virar uma autêntica catástrofe, adverte o porta-voz do MRE da Rússia, Alexander Lukashevich.

"No caso de um ataque planejado ou pontual ao mini-reator em causa, que emite nêutrons, as consequências serão terríveis. As áreas adjacentes serão contaminadas pelo urânio altamente enriquecido e por produtos de desintegração radioativa. Além disso, será praticamente impossível restabelecer o controle sobre o armazenamento dos materiais nucleares disponíveis."

Outro perigo sério se deve ao fato de as forças governamentais poderem perder o controle sobre este alvo após o ataque. Neste caso, os materiais radioativos serão apreendidos por extremistas. Mesmo que não estejam em condições de criar uma bomba atômica "normal", as consequências serão extremamente perigosas, frisou Igor Khokhlov, do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais:

"Acontece que o reator em questão carece de tecnologias para criar uma bomba atômica. Mas a partir dele será possível produzir um engenho explosivo "alternativo" que, como é óbvio, escapará a qualquer controle oficial. Deste modo, tomando em conta a situação tensa na Europa e nas comunidades muçulmanas extremistas, tal "bomba alternativa" poderá vir a ser usada contra os habitantes da Europa, inclusive dos países que se manifestam pela intervenção armada na Síria, por exemplo, da França."
Para evitar tais efeitos fatais, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia apelou à comunidade mundial a prestar a devida atenção a este problema candente, anunciou a mesma fonte diplomática.
"Com vista a prevenir cenários negativos, lançamos um apelo ao secretariado da AIEA para que este possa reagir rápida e oportunamente à situação criada, apresentando aos países-membros uma análise dos riscos relacionados com um provável ataque dos EUA ao mini-reator, fonte de nêutrons e a outros alvos localizados no território da Síria”.

Cumpre acrescentar que, para além dessas ameaças diretas, um ataque estadunidense é capaz de provocar outras, indiretas. No Irã, a campanha militar irá incentivar ainda mais e acelerar a criação de armas nucleares. Os regimes de Saddam Hussein e Muammar Kadhafi não eram menos odiosos do que o regime político totalitário existente na Coreia do Norte. Todavia, ninguém se atreve a atacar esse país, que possui a bomba atômica elementar. Se Bashar Assad for derrubado pelo EUA, o Irã seguirá na fila dos países sujeitos à "democratização forçada". Para evitar tal sorte, o governo iraniano procurará encontrar "refúgio" na sua bomba atômica. Se assim acontecer, o mesmo será feito por seus vizinhos, por exemplo, pela Turquia ou pela Arábia Saudita e depois por outros Estados limítrofes. Na sequência disso, estará em causa o próprio regime de não-proliferação de armas nucleares, capaz de não recuperar após tal golpe demolidor.

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Césio-137 na Suiça

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Na Suíça, foram encontrados vestígios do isótopo radioativo césio-137, nas águas do lago Biel (cantão de Berna), nas proximidades da usina atômica de Mühleberg. O lago serve de fonte de abastecimento de água para a cidade de Biel.

As amostras, cujas análises provocaram a inquietação, tinham sido colhidas em 2010. Na opinião dos cientistas, as substâncias radioativas podiam ter penetrado no lago aproximadamente em 2000, quando as águas da usina Mühleberg se infiltraram no rio Aare, unido por canais ao lago Biel.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_07_14/radiatividade-detetada-em-lago-suico-7620/
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Brasileiros e alemães se aproximam em luta pelo fim das usinas nucleares

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Próximo do aniversário de um ano do desastre de Fukushima, organizações brasileiras intensificam luta para barrar a construção de Angra 3 e a previsão de mais 4 usinas no país. Em debate no Fórum Social, pesquisadores alertaram para riscos da tecnologia e articularam ações com organizações alemãs. Governo do país europeu ofereceu garantia financeira para investidores do setor no Brasil.

Porto Alegre - No próximo dia 11 de março, protestos em todo o mundo marcarão o aniversário de um ano do acidente nuclear na usina de Fukushima, no Japão, que expôs mais de 300 pessoas a um alto grau de radiação. O número de mortes por câncer no futuro pode chegar a mil neste que foi o maior desastre nuclear desde Chenobyl, em 1986. Em junho, durante a Rio+20, a questão da energia nuclear estará novamente em pauta. A 150 quilômetros de distância de Angra 1 e Angra 2 e do terreno onde está sendo feita a terraplanagem de Angra 3, o programa nuclear brasileiro também será alvo de manifestações dos movimentos sociais. Neste contexto, o Fórum Social Temático em Porto Alegre, que acontece até domingo, não podia ficar fora do roteiro das articulações  nacionais e internacionais, que visam não apenas paralisar a construção de Angra 3 como acabar com a produção de energia nuclear no país.


Num debate realizado na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, promovido pela Coalizão contra Usinas Nucleares e pela Articulação Antinuclear do Brasil, a lista exposta com as razões para se rejeitar esta forma de produção energética no país foi extensa, começando pelos riscos de acidentes. Os ambientalistas enfatizaram que não existe a possibilidade de risco zero na produção da energia nuclear.


“Antes de Fukushima, muitos defensores da energia nuclear afirmavam isso. Mas todos sabem que há o efeito da imprevisibilidade. No Japão, apesar de toda a tecnologia usada na segurança, o acidente foi catastrófico do ponto de vista social e ambiental”, avaliou Heitor Scalambrini, membro do Movimento Ecossocialista e pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco.


No estado, a cidade de Itacuruba, a 750 km do Recife, na fronteira com a Bahia, seria a principal opção para a construção de uma nova usina nuclear no país. Além de Angra 3, há uma previsão de colocar em operação outras quatros centrais em território nacional: duas no nordeste e duas no sudeste, a um custo de R$ 10 bilhões cada uma. Itacuruba teria sido escolhida por ficar às margens da lago de Itaparica, ao longo do Rio São Francisco, por ter solo estável e estar entre os três maiores mercados consumidores de energia elétrica da região: Salvador, Recife e o complexo portuário de Suape. A Eletronuclear fala de seis reatores, a serem instalados num complexo de 6 megawatts de produção.


Outra razão contrária à ampliação do programa nuclear brasileiro seria seu próprio custo. Depois de Fukushima, em função das novas regras de segurança que estão sendo definidas em âmbito internacional, o custo da produção da eletricidade via esta tecnologia, que já é caro – em média R$ 180 megawatt/hora –, deve aumentar, reforçando a necessidade dos subsídios já frequentes por parte dos Estados.


“É um custo alto, que não se justifica, até porque esta tecnologia contribui com apenas 2% da geração de energia elétrica no Brasil, facilmente realizáveis através da melhoria das hidrelétricas. Num país com 8 mil quilômetros de litoral, de clima tropical na sua maioria e com enormes potenciais para energias renováveis, não se deve investir em energia nuclear”, acredita Dawid Bartelt, da fundação alemã Heinrich Boll.


O governo da Alemanha está oferecendo a garantia financeira para os investimentos em Angra 3, que está sendo construída com tecnologia daquele país. A garantia financeira é uma peça decisiva para a consolidação da obra. Depois do acidente de Fukushima, no entanto, o governo alemão decidiu desativar 8 das 17 usinas nucleares em funcionamento no país; o restante será paralisado até 2022. “É um escândalo político. Enquanto acha que esta tecnologia é perigosa demais para a população alemã, o governo acredita que pode incentivá-la para a população brasileira. Está exportando uma tecnologia que já foi banida ali para outros países”, criticou Bartelt.


Na semana do dia 27 de fevereiro, o Parlamento alemão tomará a decisão se autoriza ou não o governo a conceder a garantia a Angra 3. Articuladas com organizações alemãs, as entidades brasileiras estão pressionando os congressistas europeus.


Já para o Parlamento brasileiro, foi lançada uma proposta popular de emenda constitucional, que pretende coletar pelo menos um milhão de assinaturas, para proibir, na Constituição Federal, que o país tenha usinas nucleares.


“Há um total desconhecimento da população brasileira em relação ao que está acontecendo. E uma própria ignorância dos governantes sobre este risco. Desde os prefeitos que disputam para sua cidade ser sede de usina ou para vencer licitações para receber lixo nuclear, tudo em busca de um troquinho”, disse Chico Whitaker, da Coalizão contra Usinas Nucleares. “Herdamos dos militares a ideia de que, para ser potência mundial e entrar no Conselho de Segurança da ONU, temos que ter um programa nuclear. É uma ignorância sobre o legado que deixaremos para as gerações futuras. Basta lembrar do que aconteceu com o Césio-137 em Goiânia”, alertou.


20 mil anos de lixo


Para além dos riscos de vazamento e contaminação durante a operação das usinas, a energia nuclear produz um lixo altamente radioativo, que demora 20 mil anos para esgotar seu potencial de radiação. Uma usina com vida útil de 30 anos, por exemplo, geraria mais de mil toneladas de lixo radioativo. A Finlândia é um dos poucos países do mundo que desenvolveu uma solução final para o armazenamento do lixo atômico. Em Angra, segundo os especialistas presentes no Fórum Social Temático, o armazenamento se dá em piscinas a céu aberto.


O risco, de fato, é enorme. Em 1987, uma pedra de apenas 19g de Césio-137 foi responsável pela contaminação de pelo menos 1.600 pessoas em Goiânia. A cápsula, exposta num depósito de material reciclável em uma máquina antiga de radioterapia, foi retirada por alguém que desconhecia a propriedade do elemento e que acabou, involuntariamente, contaminando todos que com ela entraram em contato. Odesson Alves, Presidente da Associação das Vítimas do Césio-137, é irmão da pessoa que encontrou a pedra.


“Meu irmão achou a pedra e queria fazer um anel para esposa. Me mostrou o material, eu o toquei por alguns segundos e isso bastou para que 40 pessoas da nossa família fossem contaminadas. As autoridades não sabiam como gerir o acidente e todos que tiveram contato direto e indireto com o material foram atingidos. A partir daí começou nosso inferno. Tive que ficar mais de quatro meses em quarentena, distante de cinco metro das pessoas. Minha mulher teve caroços no corpo todo. A população queria nos apedrejar, nos acusavam de ter destruído a cidade, meus filhos tiveram que mudar de escola. Mas quem pegou o material também era vítima do processo, das autoridades da Comissão de Energia Nuclear, que deveria ter transportado e guardado o material com segurança”, afirma Odesson Alves.


Mesmo tendo feito 10 sessões de descontaminação, ele perdeu parte do dedo indicador da mão direita, tem uma deficiência na mão esquerda, seu nível de plaquetas opera sempre no mínimo, sente arrepio nos ossos e, muitas vezes, adquire várias doenças ao mesmo tempo, por ter o sistema imunológico deficiente. “Tem pessoas que tem feridas abertas no corpo até hoje, 25 anos depois”, contou. O acidente em Goiânia também gerou 13 toneladas de rejeitos radioativos.


Os riscos no entanto, começam muito antes, alertaram as organizações. Em Caetité, na Bahia, onde existe uma mina de extração de urânio – a primeira etapa da cadeia da produção da energia nuclear –, os problemas gerados na população são enormes. Em agosto, a Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais divulgou o relatório da missão realizada na cidade para levantar as violações de direitos ocorridas no ciclo nuclear. Os documentos são reveladores do descaso do poder público com a vida dos moradores da região.


“Tudo começa com a explosão de dinamite na rocha, que gera um gás radônio, que não tem cheiro nem cor e vai ser inalado pelas pessoas, que sequer sabem que isso está acontecendo. Este gás contamina a água, o solo, os produtos agrícolas, os animais, as pessoas. Ninguém sabe a extensão das contaminações bacia hidrográfica abaixo. Até a água que a população bebia foi considerada contaminada”, contou Renato Cunha, do Grupo Ambientalista da Bahia (GAMBA), que reivindica o fim da exploração do urânio na cidade. Desde o ano 2000, quando a mina começou a funcionar, a incidência de câncer na população não para de crescer.


“Queremos que o programa nuclear brasileiro seja desativado. Mas não é só fechar as usinas. Temos que acabar com a exploração do minério, instalar um sistema de monitoramento independente dos riscos da população e melhorar o atendimento à saúde na região. Desde sempre soubemos que é melhor deixar o urânio embaixo da terra”, disse Cunha.

Por: Bia Barbosa
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AIEA avalia segurança nas usinas atômicas do Japão

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Desde segunda-feira, 23 de janeiro, analistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estão reunidos com autoridades japonesas para avaliar a segurança das usinas nucleares do país. A expectativa do Japão é que os especialistas emitam uma recomendação à Agência Nacional de Segurança Nuclear japonesa (Nisa) sobre a eventual conveniência da reabertura dos reatores da usina.

A missão seguirá até o dia 31 deste mês e foi solicitada pelo governo local, que já pediu ao órgão que instale um escritório permanente em Fukushima. Segundo comunicado, durante a visita, os especialistas farão uma avaliação e testes de resistência nos reatores da central de Oi.

“Iremos realizar uma avaliação, que eles [governo japonês] pediram, às metodologias e abordagens para testar a segurança dos reatores nucleares”, disse aos jornalistas James Lyons, o responsável pela equipe da AIEA.

Apesar disso, Lyons informou que não fará qualquer determinação quanto à volta do funcionamento das usinas. “Não nos vamos concentrar em dizer se é, ou não, aceitável que alguns dos reatores voltem a funcionar. Isso é uma responsabilidade do governo japonês”, afirmou.

Desde o acidente em Fukushima, em 2011, vários reatores do país foram parados por medida de segurança. Posteriormente, outros tiveram suas atividades suspensas para revisões obrigatórias por lei.

Desde o início da crise nuclear no país, que tinha um terço da energia proveniente de centrais atômicas, cerca de 85% dos 56 reatores japoneses permanecem parados. Até que superem os testes de resistência e obtenham autorização do governo japonês, nenhum reator poderá retornar suas operações no país.

Aumento da radiação

Enquanto o governo tenta retornar com a produção de energia nuclear, a operadora Tokyo Electric Power (TepCo) informou que a quantidade de substâncias radioativas emitidas pela central nuclear japonesa de Fukushima aumentou em janeiro por causa dos trabalhos de remoção dos escombros.
Segundo a operadora, o volume de material radioativo emitido pela central durante o primeiro mês de 2012 foi de cerca de 70 milhões de becqueréis (unidade de medida de radiação) por hora, contra os 60 milhões horários registrados em dezembro. Logo após o acidente na central, o nível da radioatividade medido no local atingia os 800 bilhões de becqueréis por hora.

O Japão ainda enfrenta crises no setor alimentar causadas pela radiação. Nesta quinta-feira (26), a principal cooperativa agrícola de Fukushima informou a proibição do cultivo de arroz nas áreas onde as colheitas do ano passado registraram níveis excessivos de césio radioativo por causa da crise nuclear.

De acordo com a organização, não haverá cultivos nos locais onde foram detectados níveis de radiação superiores a 500 becqueréis por quilo em 2011. No entanto, as regiões onde foram detectados mais de 100 becqueréis de césio radioativo poderão ser cultivadas quando a terra for despoluída e o risco dessas reduzido.

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Greve de funcionários paralisa obra da usina nuclear de Angra 3

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RIO - As obras de construção da usina nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, estão paradas há dois dias. Os cerca de três mil trabalhadores da Andrade Gutierrez, empresa responsável pelas obras, cruzaram os braços desde o meio-dia da última terça-feira, em protesto contra ações que estariam sendo adotadas pela companhia no canteiro de obras.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de Angra dos Reis e Paraty (Sticpar), Marcelo Vidal, explicou que, em assembleia nesta quinta-feira, os trabalhadores decidiram manter a paralisação. Está prevista uma reunião de conciliação na próxima segunda-feira, dia 30, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio.

Segundo Vidal, trabalhadores reivindicam a demissão de três funcionários que ocupam cargos de confiança na Andrade Gutierrez, que estariam adotando atitudes hostis com os operários, como dar advertências sem fundamentos. Outra medida contestada pelos operários seria a instalação de uma junta médica no canteiro de obras para avaliar os pedidos de dispensa por motivo de saúde, o que fez com que muitos atestados médicos fossem recusados.

- Após as negociações, a Andrade Gutierrez aceitou abonar os atestados médicos e rasgou as advertências. Mas os trabalhadores só aceitam voltar às atividades se esses três funcionários que teriam forem afastados - disse Vidal.

Em nota, a Andrade Gutierrez informou que até o momento não recebeu qualquer pauta oficial de reivindicações dos trabalhadores. Segundo a empresa, "causou grande estranheza o fato de não ter havido qualquer comunicação prévia sobre a paralisação." A construtora também afimra que está sempre aberta a negociações, como tem feito regulamente com os trabalhadores da usina de Angra 3.

A Eletronuclear responsável pela usina não quis comentar a greve dos trabalhadores. Mas, por enquanto, a paralisação não compromete o cronograma da obra. A usina está prevista para entrar em operação no fim de 2014.

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Japão pesquisa efeitos da radiação na fauna e flora de Fukushima

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Mulher segura placa onde uma criança pergunta
"O que acontece depois, mamãe?", em protesto
 na sede da Tepco, em dezembro
O Japão começou uma investigação exaustiva para estabelecer os efeitos da radiação procedente da usina nuclear de Fukushima em animais e plantas das regiões mais afetadas pelo acidente atômico, informou neste domingo a emissora "NHK".

A própria província de Fukushima solicitou ao Governo central que realizasse o estudo e o Executivo decidiu que o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Ciências Radiológicas pesquisarão o caso durante um ano aproximadamente e o apresentarão em março de 2013.

A análise registrará os níveis de césio radioativo na fauna e na flora em 25 pontos concretos da província de Fukushima, tanto em terra firme como no mar.

Entre esses 25 lugares se encontram as áreas mais afetadas pelas emissões da usina nuclear e também áreas prejudicadas em menor escala com o objetivo de comparar os possíveis efeitos.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/01/29/japao-pesquisa-efeitos-da-radiacao-na-fauna-e-flora-de-fukushima.htm
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Japão: material radioativo utilizado em novas construções

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Cascalho extraído dentro da zona de evacuação do Japão Fukushima nuclear transformou-se em projetos de construção na cidade de Nihonmatsu, incluindo uma escola primária e um condomínio, de acordo com relatos da mídia japonesa.


 O jornal Mainichi Daily News, citando investigadores do governo, os relatórios de quinta-feira que o cascalho radioativo foi enviado para mais de 200 empresas e pode ser em tudo, desde pontes de casas para desabrigados do terremoto de 11 de marco e tsunami.

O desastre deixou mais de 15.000 mortos e danificou a Fukushima Daichi usina nuclear, causando vazamentos de radiação quando três reatores nucleares sofreu colapsos.

O governo estabeleceu uma zona de 20 quilômetros de evacuação (12 milhas) ao redor da planta danificada em 22 de abril. O material de construção suspeita veio de uma pedreira em Namie, dentro da zona de evacuação, o Yomiuri Shimbun informou . Mas foi originalmente enviado a 19 empresas entre o momento do terremoto e do estabelecimento da zona, de acordo com um relatório Mainichi .

A radiação foi rastreada para o condomínio de três andares em Nihonmatsu após a cidade marcada alunos do ensino fundamental e médio de exposição à radiação de setembro a novembro. Uma garota que vivem no primeiro andar do condomínio foi encontrado para ter maior do que a exposição normal, de acordo com o relatório Yomiuri.

Testes subseqüentes no condomínio encontrados níveis mais altos de radiação no interior primeiro andar do edifício que foi gravado no ar exterior, Yomiuri relatados. Níveis mais baixos de radiação foram encontrados no prédio de dois andares superiores.

Dez dos 12 famílias que vivem no condomínio foram famílias que haviam se mudado para lá da zona de evacuação, informou Yomiuri.

O cascalho já foi atribuída a prova de terremoto projetos nas escolas fundamental e médio em Nihonmatsu, o Nihonmatsu Conselho Municipal de Educação disse, de acordo com um relatório Mainichi .

Chefe de Gabinete Osamu Fujimura, disse hoje que a exposição à radiação no condomínio Nihonmatsu foi bem abaixo do que o governo iria considerar um nível de evacuação, de acordo com um relatório de Agence France-Presse . No entanto, a cidade vai passar os quatro famílias no primeiro andar, de acordo com o relatório Yomiuri.

Ministro da Economia, Yukio Edano disse que o governo vai realizar "discussões de emergência" na criação de padrões de radiação para materiais de construção, de acordo com um relatório Mainichi.

Kinki University professor Hideo Yamazaki disse o governo japonês Mainichi deveria ter vindo a acompanhar o movimento de todos os materiais muito mais cedo.

"O que aconteceu foi algo que o governo poderia ter previsto," Mainichi citou dizendo. "É frustrante que o governo não pensa sobre o movimento de materiais, incluindo cascalho .... As ações do governo têm sido todos os reacionários e os moradores estão pagando por isso."
 
FONTE: http://news.blogs.cnn.com/2012/01/18/japan-newspapers-radioactive-material-used-in-new-construction/?iref=allsearch
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Ativistas estão a favor de uma frente antinuclear

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 SANTIAGO, 19 de junho (IPS) - ambientalistas chilenos procuram reviver o movimento antinuclear no Cone Sul da América, tendo em vista um forte lobby por parte das empresas e líderes políticos feitos para esta fonte de energia na região.

"O movimento anti-nuclear na América Latina há interrompido. Então temos que construí-la. Se conseguirmos resistir a estes próximos três anos, ganhou a batalha, se não vamos ter problemas", previu Sara Larraín, diretora do Programa Chile governamentais sustentável. Para sobreviver, de acordo com Larrain, a indústria nuclear internacional está tentando desesperadamente para prolongar a vida útil dos reactores existentes no mundo, fazer novos contratos nos países que optaram por esta alternativa e invadir outras nações necessidades energéticas como o Chile.

"Hoje na América Latina não há nenhum movimento anti-nuclear que foi na década de 90, mesmo que remotamente, com a ameaça neste momento é multiplicado por muitas vezes", completou o especialista argentino Raúl Montenegro, Professor da Universidade de Córdoba e Prêmio Nobel Alternativo de 2004, ativistas realizaram uma reunião na quinta-feira na sede da Fundação Heinrich Böll em Santiago.

Nesta frente voltaria a ser protagonistas organizações na Argentina e Brasil, dois países da região, com usinas de energia operacional nuclear, assim como Chile e Uruguai, onde o debate já está instalado. O lobby nuclear também tem sido dirigida para o México, disse Larrain, a uma pergunta da IPS sobre o alcance do movimento que busca rearticular. Desta forma, Larraín e Montenegro participou na sexta-feira na Conferência Internacional "Energia Nuclear: Presente e Futuro" realizado na cidade do norte chileno de Antofagasta, no contexto da Exponor, uma grande feira de mineração da indústria.

O presidente da Confederação dos Empregadores da Indústria e Comércio (CPC) do Chile, Rafael Guilisasti, exortou o governo e os candidatos a presidente em 14 deste mês para definir o mais rapidamente possível o uso da energia nuclear no Chile, porque caso contrário, o país não alcançar o desenvolvimento em 2020, disse ele. Os candidatos presidenciais líder nas pesquisas até agora têm sido misturadas em seus pontos de vista. Enquanto o candidato da oposição de direita, ex-senador e empresário bilionário Sebastián Piñera, reconheceu que estudado o assunto, o candidato da coalizão governista de partes para a Democracia, no poder desde 1990, o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz-Tagle democrata, mostrou uma preferência para implementá-lo.

Desde o início do seu mandato março 2006 , a presidente Michelle Bachelet enfrentou pressões políticas e de negócios para incluir o núcleo-eletricidade matriz energética chilena, chocado, desde 2004, devido à menor importação de gás natural da Argentina e recentemente afectados pela alta dos preços internacionais do petróleo. Além da dependência energia, o aumento progressivo das emissões de gases de efeito estufa que causam o aquecimento global é um dos principais problemas deste país que aspira a ser desenvolvido nas próximas décadas.

Enquanto o negócio parece fontes de energia barata e segura no longo prazo ecologistas eficiência energética e energia renovável posit não convencionais (URE), que geram menor impacto sobre o meio ambiente e estimular as economias locais. Junto com dar um forte impulso para a URE, como a eólica, solar e geotérmica, o presidente decidiu contratar estudos de 100 milhões de pesos (185.000 dólares) em 2008 e 400 milhões de pesos (740.000 dólares) este ano para avaliar tecnicamente a opção nuclear, o que foi interpretado pelo movimento ambientalista como uma violação do acordo eleitoral firmado em 2005 com 23 organizações. Um dos pontos de acordo Chagual chamada estipulou que Bachelet não incluir a energia nuclear, que é considerado caro, arriscado e poluentes em troca de apoio de ambientalistas. Embora o presidente se defendeu dizendo que sua administração não tomar uma decisão, os Verdes decidiram romper o pacto em abril de 2008.

A ofensiva das empresas tem sido liderado pelas grandes empresas de mineração de energia operacional com fome no norte do Chile . "Grupos ambientalistas, apesar da legitimidade de suas posições, estão levando a um status quo em que você não pode fazer nada: eles se opõem à energia hidroelétrica e nuclear, o que significa que os projetos são aprovados apenas pequenas magnitude. Esses setores têm o direito de dar sua opinião, mas não de impor vetos ", disse o presidente do CPC, em entrevista ao jornal La Tercera.

"Aqueles que defendem a energia nuclear, enquanto nós deve expressar mais fortemente, uma vez que temos uma visão contraditória à do verde: o desenvolvimento sustentável em si pode ser combinada com o crescimento ", disse ele Guilisasti, sob a suposição de que a energia nuclear emite menos dióxido de carbono do que o petróleo ou o carvão, que é demitido por ambientalistas para medir todo o processo. Preocupado com o poder financeiro e influência da mídia de negócios, o Programa Chile Sustentável preparado 55 páginas do documento intitulado "Energia nuclear não tem futuro", detalhando os motivos da sua oposição a tal de energia. A publicação foi apoiada pelo alemão Heinrich Böll Foundation. De acordo com Larrain, os promotores da energia nuclear "estão aproveitando a desinformação aberto" que existe no Chile.

Na sua opinião, existem muitos mitos incentivados pela indústria que deve ser levado para baixo, como é mais limpo e mais barato do que a energia gerada por combustíveis fósseis, e é capaz de fornecer aos países independentes de energia. A energia nuclear dependente de um recurso não renovável, como o urânio, e requer grandes investimentos e subsídios estatais diretos e indiretos para operar, disse ele. Os altos custos de desmantelamento, que são entre 30 e 40 anos de vida, ea falta de locais de eliminação de resíduos radioactivos são outros problemas estruturais, disse ele. De acordo com Montenegro, também presidente da Fundação para Environmental Defense (Funam), o movimento anti-nuclear regional deve basear a sua estratégia em quatro áreas simultâneas:. mobilização, fortalecimento técnico, impacto de mídia e "judicialização" do conflito De sua perspectiva, Argentina, que tem dois reatores nucleares em operação, "Não é um exemplo para o Chile", desde que o programa de energia nuclear desenvolvido pelo seu país tem sido perigoso para a saúde dos trabalhadores e da população em geral, como acontece em outros países, disse ele. o desenvolvimento da energia nuclear poderia afetar seriamente a imagem internacional do Chile como exportador de alimentos e produtos vitivinícolas como estrelas, disse ele. também alertou para os riscos é o país sísmico, com uma geografia única, ladeada a oeste pelo oceano Pacífico ea leste pela imponente Cordilheira dos Andes.

"Se um acidente ocorre sete grau (o máximo que poderia acontecer), em qualquer parte do Chile, no norte, no centro ou sul, você tem que tomar que este acidente vai cobrir pelo menos metade do país ", terminando com todas as atividades produtivas, disse ele. A ameaça terrorista contra instalações nucleares é outro perigo crescente, advertiu Larrain e Montenegro, bem como qualquer uso político de recursos radioativo mesmo que a região é livre de armas nucleares e em 2003 todos os países reafirmaram o seu compromisso com o Tratado para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe (conhecido como o Tratado de Tlatelolco), em vigor desde 1969. Num seminário na quarta-feira em Santiago, ex-presidente chileno Ricardo Lagos (2000-2006) e atual enviado da ONU especial sobre Mudanças Climáticas, disse que a energia nuclear "é importante para estudo e também é conveniente para analisar como ele pode trabalhar e fazer backup estas plantas devem ter em caso de manutenção, e isso é algo que você tem que ver os especialistas. " Larrain do Chile, finalmente, lembrou que já existem duas usinas nucleares experimentais, onde tem havido vários acidentes, um dos quais matou de leucemia dois recrutas anterior que estavam em contato com material radioativo, em 1989, enquanto outros têm seqüelas. (FIN/2009)

ENERGIA - AMÉRICA DO SUL: ativistas estão a favor de uma frente antinuclear
Por Daniela Estrada
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Rússia descarta mais reduções de seu arsenal nuclear

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A justificativa é garantir a segurança do país no atual momento histórico

Moscou - A Rússia considera que, por seus fatores desestabilizadores, o atual momento histórico não permite mais reduções de seu arsenal nuclear, anunciou nesta terça-feira o Ministério da Defesa russo.

 'Ao se manterem os fatores de instabilidade, em um futuro previsível a Rússia manterá seu potencial nuclear em quantidade e qualidade suficientes para garantir sua segurança', afirmou o responsável da Segurança Nuclear da pasta, Yuri Sich, citado pela agência 'Interfax'.
A Rússia promoverá 'reduções de maior alcance e limitações da potência nuclear' apenas após avaliar 'todos os fatores que influem na segurança estratégica e afetam os interesses da segurança nacional' do país, apontou o oficial russo.
'A Rússia segue a favor do processo de desarmamento nuclear no mundo com o objetivo final da destruição total do armamento nuclear, mas cumprindo o princípio da mesma segurança para todos', detalhou Sich.
Segundo a doutrina militar aprovada há dois anos pelo presidente russo, Dmitri Medvedev, a Rússia se reserva ao direito de um ataque nuclear em caso de agressão exterior com armas atômicas ou convencionais.
Entre os principais perigos militares exteriores identificados pela doutrina russa estão a ampliação da Otan em direção às fronteiras da Federação Russa e o escudo antimísseis dos Estados Unidos, um assunto que continua opondo os dois países.

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Os grandes destruidores da vida marinha

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Os ambientalistas andam de “orelhas em pé” quanto a problemática ecológica causada pelo tráfego naval. Os dados apontam para 90% das mercadorias entre países serem transportadas por navios em aproximadamente 100 mil unidades que singram o mar anualmente, sem contar os navios de guerra.

Cada navio de carga emite ruídos na faixa de 150 a 195 decibéis, causando transtornos na vida marinha, haja vista, a maioria dos habitantes dependerem deste sentido para viver. Se não bastasse o transtorno de milhares de navios, tem-se o grande vilão destruidor da vida marinha – O SUBMARINO NUCLEAR.

O trafégo dos submarinos nucleares matam todos os animais que estão na sua proximidade, em proporções semelhantes a pesca por explosões com dinamites. Os ruídos das turbinas são milhares de vezes mais potentes que dos navios comuns.

As baleias parecem ser as maiores vítimas do grande vilão, apresentando GRANDE NUMERO DE ÓBITOS, não só por causa do ruído infernal que lhes causam hemorragias nos ouvidos e olhos, mas também por causa dos testes com sonares (aproximadamente 235 decibéis) que causam também grande devastação marinha.

FONTE: http://ecologia.jar.io/ativistas/submarinos-nuclear-e-a-destruicao-marinha/




As consequências do desastre de Fukushima no mar e no ar

Após o acidente de Fukushima, que completou um ano, toneladas de radioatividade vazaram para o ar e o mar. Ainda hoje a contaminação do entorno prossegue.
A reportagem é de Laura Corcuera e está publicada no jornal quinzenal espanhol Diagonal, 17-03-2012. A tradução é do Cepat.
Não há modelos precisos para medir as taxas de liberação de elementos radioativos (radionúclidos) quando o combustível nuclear, que vaza de uma central, entra em contato com a água do mar. Esta é a conclusão publicada por uma equipe de engenheiros e geólogos norte-americanos no último número da revista Science.
Os pesquisadores propõem realizar caros experimentos com materiais radioativos para reduzir o risco das centrais nucleares e voltar a ganhar a confiança da população na energia nuclear. Mas epidemiólogos e radiobiólogos estão tentando explicar desde antes do desastre de Fukushima que a fórmula risco/benefício (risco para a população e benefício industrial), que se utiliza na radioterapia, não pode ser aplicada à energia nuclear.
Em condições normais, uma central nuclear emite constantemente pequenas doses de radioatividade no ar e também na água. Com o acidente de Fukushima toneladas de material radioativo começaram a se dispersar quando a companhia elétrica Tokyo Electric Power (Tepco) começou a utilizar água do mar para esfriar três dos seis reatores da central, cujos núcleos estavam se superaquecendo.
A água foi vazou (e o processo continua) para o Oceano Pacífico e para o leito marinho. Do mar, o combustível radioativo é transportado para todo o planeta e é transferido para os ecossistemas marinhos e cadeias tróficas, onde pode permanecer durante muito tempo.
As algas, ricas em ferro, transferem radionúclidos diretamente para os seres humanos e também para os moluscos, crustáceos e peixes que consumimos. Daí a importância de saber a procedência do que comemos. O estrôncio 90 e o césio 137 têm uma vida média de 30 anos (nesse tempo ficará a metade de sua massa e em 60 anos uma quarta parte). O iodo 131 tem uma vida média de oito dias, mas o plutônio 239 tem uma vida média de cerca de 24.000 anos e com o tempo se transforma em amerício 241, outro elemento radioativo que pode ser incorporado ao organismo humano.
Além da radioatividade que a central de Fukushima está emitindo, hoje resta mais da metade daquela que saiu da central de Chernobil, em 1986.


FONTE: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/507651-as-consequencias-do-desastre-de-fukushima-no-mar-e-no-ar

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Chamado a construção e mobilização da Assembléia dos Povos na Rio+20

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Chamamos as organizações, redes e movimentos em luta por Justiça Ambiental, contra o esverdeamento do capitalismo e a mercantilzação da vida e em defesa dos bens comuns, para somarem-se a esta convocatória e ao processo de construção e mobilização da Assembléia dos Povos, na Cúpula dos Povos durante a Rio+20, entre os dias 15 a 23 de junho de 2012, no Rio de Janeiro


Uma Assembleia dos Povos povos atingidos, oprimidos e cientes das causas estruturais das crises sitemicas e suas insjusticas sociais e ambientais; dos povos afetados, indignados, questionadores e resitentes as novas formas de reproducao, militarização e esverdeamento do capitalismo; dos povos que se mobilizam e transformam, resguardam os saberes tradicionais, criam e recriam solucoes reais e alternativas nao capitalistas, defendem os bens comuns e revindicam os Direitos de la Mae Terra.


Para adesão a esta convocatória, envie um correio eletrônico com nome da organização e país até o dia 21/01/2012 para: movilizacion.rio20@gmail.com



Aliança dos Povos do Sul Credores da Dívida Ecológica – Amigos da Terra América Latina e do Caribe – Convergência de Movimentos dos Povos das Américas – Coordenadora Andina de Organizações Indígenas – Grassroots Global Justice – Grito Continental dos Excluídos – Jubileu Sul/Américas – Marcha Mundial das Mulheres – Movimento Mundial pelos Bosques – Oilwatch –  Via Campesina



Llamado a construcción y movilización de la Asamblea de los Pueblos en la Rio+20
Llamamos a las organizaciones, redes y movimientos en lucha por Justicia Ambiental, contra el reverdecimiento del capitalismo y la mercantilización de la vida y en defensa de los bienes comunes, a sumáriense a esta convocatoria y al proceso de construcción y movilización de la Asamblea de los Pueblos, en la Cúpula de Los Pueblos durante la Rio+20, entre los días 15 y 23 de Junio de 2012 en Rio de Janeiro.

Una Asamblea de los Pueblos atingidos, oprimidos y conscientes de las causas estructurales de las crisis sistémicas y sus injusticias sociales y ambientales; de los pueblos afectados, indignados, cuestionadores y resistentes a las nuevas formas de reproducción, militarización y reverdecimiento del capitalismo; de los pueblos que se movilizan y trasforman, resguardan los saberes tradicionales, crean y recrean soluciones reales y alternativas no capitalistas, defienden los bienes comunes y revindican los Derechos de la Madre Tierra.



Para adherir a esta convocatoria, envíe un correo electrónico con nombre de la organización y país hasta el 21/01/2012 para: movilizacion.rio20@gmail.com



Alianza de Pueblos del Sur Acreedores de la Deuda Ecológica – Amigos de la Tierra América Latina y el Caribe
– Convergencia de Movimientos de los Pueblos de las Américas – Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas – Grassroots Global Justice – Grito Continental de los
Excluid@s – Jubileo Sur/Américas – Marcha Mundial de las Mujeres – Movimiento Mundial por los Bosques – Oilwatch – Via Campesina





Call for building and mobilizing for Peoples Assembly at Rio+20
We call organizations, Networks and movements in the struggle for Environmental Justice, against the greening of capitalism and mercantilization of life and in defence of common goods, to join this call and the process of building and mobilizing for the Peoples Assembly at Peoples Summit Turing Rio+20, between 15 and 23  June 2012 in Rio de Janeiro.

An assembly of peoples affected, oppressed and aware of the structural causes of systemic crisis and related social and environmental injustices; of peoples affected, indignant, critical and resistant to the new forms of reproduction, militarization and greening of capitalism; of peoples that mobilize and transform, protect traditional knowledge, create and recreate real solutions and no capitalist alternatives, defend the common goods and claim for the Right of Mother Earth.

To join this call, send an email with the name of the organization and country until 21/01/2012 to: movilizacion.rio20@gmail.com




 Continental Cry of the Excluded, Convergence of Movements of the Peoples of the Americas, Coordinator of Andean Indigenous Organizations,
Friends of the Earth Latin America and the Caribbean, Grassroots Global Justice, Jubilee South/Americas, Oilwatch, Southern People's Ecological Debt Creditors Alliance,
Vía Campesina, World March of Women, World Rainforest Movement
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Dezenas de reactores nucleares em zonas sísmicas

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Dezenas de reactores nucleares em todo o mundo estão localizadas em regiões sísmicas, 14 dos quais em áreas de alto risco, revela um artigo de investigação do “Wall Street Journal” (WSJ).

A maioria destes reactores está localizada apenas em dois países: Japão e Taiwan, ilhas com riquezas naturais limitadas que optaram pela energia nuclear em vez de ficarem dependentes de fontes de energia externas.

O WSJ decidiu atentar na localização de mais de 400 reactores nucleares em todo o mundo - e de 100 que ainda estão a ser construídos ou planeados - usando para tal os dados fornecidos pela World Nuclear Association. Na posse destes dados, o jornal comparou a localização das centrais com as áreas do globo que enfrentam maiores riscos sísmicos usando informações do Global Seismic Hazard Program, um estudo de 1999 levado a cabo pelo U.S. Geological Survey e o Swiss Seismological Service. O objectivo foi o de determinar o risco sísmico que enfrenta cada reactor nuclear.

De acordo com a análise levada a cabo pelo jornal, 48 reactores nucleares em funcionamento no mundo (11%) estão localizados em zonas que têm uma actividade sísmica considerada, no mínimo, como “moderada”. Os reactores de Fukushima 1 ficaram incluídos nestes 48, segundo esta análise.

O estudo concluiu igualmente que 14 destes reactores (o equivalente a 3%) estão localizados em áreas de alto risco sísmico. Destes, 10 estão localizados a uma distância inferior a dois quilómetros da costa, ficando assim mais vulneráveis a tsunamis.

Destes 14 reactores nucleares em zonas de alto risco sísmico, 10 estão localizados no Japão e Taiwan. Outros dois estão localizados nos EUA (Diablo Canyon, na Califórnia). Os restantes dois estão na Eslovénia e na Arménia (que tem mais uma central em construção).

Apesar de tudo, a maioria dos países com energia nuclear preferiu construir as suas centrais em zonas com pouca actividade sísmica. “Não há assim tantos sítios onde os reactores estejam construídos em zonas de fractura. O Japão será, provavelmente, o caso excepcional”, indicou ao WSJ o geólogo da Universidade do Michigan, Ben van der Pluijm.

Especialistas da indústria nuclear sustentam, porém, que as centrais nucleares são construídas de forma a aguentarem os mais poderosos sismos e que, em cima disto, ainda levam um reforço de segurança, para o caso de as piores projecções falharem.

Mas os cientistas subestimam muitas vezes a potência destruidora dos sismos. O tremor de terra de 9,0 na escala de Richter que danificou a central de Fukushima foi dez vezes mais forte que a capacidade que tinha sido testada para aguentar. Em 2007, a maior central nuclear do mundo - a japonesa Kashiwazaki-Kariwa - ficou danificada depois de ter sido abalada por um sismo muito mais potente do que tinha sido antecipado nos estudos preparatórios.

Activistas anti-nuclear japoneses há muito que avisam que os reactores nacionais são mais vulneráveis a sismos do que os operadores, autoridades e reguladores querem admitir.

Em Taiwan este assunto também é polémico e alvo de críticas por parte dos ambientalistas. Todos os quatro reactores nucleares existentes no país estão localizados junto a zonas de grande actividade sísmica.

Após o sismo no Japão, Taiwan poderá começar, aliás, a repensar a sua estratégia. Uma sondagem levada a cabo na passada segunda-feira concluiu que 55 por cento dos inquiridos têm pouca confiança nas instalações nucleares do país.

O regulador de Taiwan garante, porém, que todos os seus reactores estão capazes de aguentar sismos de magnitude 7 ou superior e tsunamis com vagas até 15 metros.
Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/dezenas-de-reactores-nucleares-em-zonas-sismicas-1485707
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Como a radiação nuclear afeta as futuras gerações

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Depois de serem expostas à radiação, mulheres podem gerar mais meninos que meninas, sugere um novo estudo.

O estudo documentou um aumento localizado na proporção de meninos e meninas nascidos depois do desastre de Chernobyl e tendências similares, relacionadas à dispersão tardia de partículas provenientes de testes nucleares realizados nas décadas de 1960 e 1970. Os pesquisadores também descobriram um número pequeno, mas ainda desproporcional, de nascimentos de meninos perto de instalações nucleares na Alemanha e Suíça.

Ainda não se sabe se a radiação interfere no esperma do pai, no corpo da mãe antes da gravidez ou no desenvolvimento do embrião. Mas como a alteração na proporção sexual pode indicar outros problemas de saúde, o estudo levanta um novo tipo de inquietações diante de eventos como o recente desastre nuclear no Japão.

"Segundo o dogma vigente, esse efeito não seria possível ou não existiria nenhum outro do gênero”, afirmou o Dr.Hagen Scherb, biosestatístico do centro de pesquisas Helmholtz Zentrum München de Munique, na Alemanha. "Agora, podemos demonstrar de forma clara que existe um efeito. E isso muda nossa percepção dos riscos da radiação”.

Alguns dos primeiros indícios que ligavam a radiação à alteração na proporção sexual entre bebês surgiram depois que das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki em 1945, apesar de os dados não serem suficientemente convincentes.

Testes posteriores com bombas e estudos com animais relacionaram a exposição à radiação a um aumento dos nascimentos prematuros e defeitos congênitos. No entanto, durante anos os registros de dados sobre nascimentos foram ignorados, à espera de análises mais aprofundadas.

Utilizando registros oficiais e abertos ao público, Scherb e sua colega, Kristina Voigt, descobriram que a proporção de nascimentos entre homens e mulheres no leste e no centro da Europa havia declinado ligeiramente nas décadas seguintes ao desastre de Chernobyl, em 1986.

Mas em 1987, segundo relataram no periódico Environmental Science and Pollution Research, houve um pico súbito de nascimentos de meninos em relação aos de meninas nesses países.

A tendência continuou em alta durante anos e só se estabilizou por volta de 2000. Nos Estados Unidos e em outros lugares, as proporções sexuais continuaram a diminuir por diversos motivos, sem sinais de ocorrências de pico até meados da década de 1980.

Em geral, a alteração foi insignificante – da ordem de menos de meio por cento -, variando entre 1,045 e 1,06 meninos nascidos para cada menina, dependendo do local e da data da análise.

Mas ao se aplicar esses dados à população inteira, calcula-se que 440 mil meninas deixaram de nascer como resultado da explosão de Chernobyl, afirmou Scherb. Os pesquisadores suspeitam que a tendência indica uma perda desproporcional de gestações femininas como resultado da exposição à radiação.

Tanto na Europa como nos Estados Unidos, o estudo também descobriu oscilações nas proporções sexuais, que refletiam a frequência de testes com bombas atômicas. Esses ecos demonstraram uma defasagem de vários anos que, segundo os pesquisadores, correspondia à dispersão tardia de partículas radioativas na atmosfera.

Como última evidência, os pesquisadores documentaram um ligeiro aumento do número de nascimentos de meninos perto de instalações nucleares na Alemanha e na Suíça, nos períodos em que as unidades estavam em funcionamento.

O estudo oferece "provas de que o nível baixo de radiação, cujos efeitos ninguém deseja, de fato produz um efeito”, garante Scherb. "E esse efeito é bastante significativo em números absolutos”.

Já foi demonstrado que a radiação ionizante – o tipo de radiação emitida por bombas e usinas nucleares – altera o sexo de drosófilas e ratos, comenta Karl Sperling, do Instituto de Genética Humana da Universidade de Berlin. Ele suspeita de que a exposição à radiação possa afetar o DNA nas primeiras divisões celulares após a concepção, um período muito vulnerável.

Se a radiação pode influenciar as proporções sexuais dessa forma, pode haver motivos de preocupação em relação a outras exposições ambientais”, acrescentou.

"Há uma necessidade urgente de estudos epidemiológicos analíticos sobre outros perigos ambientais, que podem levar à revisão das diretrizes internacionais para a segurança radiológica”, conclui.
FONTE: http://blogs.discoverybrasil.uol.com.br/noticias/2011/06/como-a-radiação-nuclear-afeta-as-futuras-gerações.html?campaign=twdni2
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Chernobyl +25

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Na década de 1970, quando surgiram na extinta União Soviética o Reator Bolshoy Moshchnosty Kanalny (RBMK), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) avaliava que os acidentes por perda de refrigeração com equipamentos desse tipo seriam praticamente impossíveis de acontecer (ver AlEA Bulletin vol. 25, nº 2, p. 51). Apesar da avaliação da AIEA, há 25 anos (abril de 1986) acontecia em Chernobyl, precisamente com um reator RBMK e por perda de refrigeração, o que, na época, foi considerado mais grave desastre nuclear da história.
Então, a AIEA previa que um acidente daquela magnitude só poderia acontecer a cada século. Coincidentemente, 25 anos depois, (março de 2011) acontecia em Fukushima outro acidente da mesma gravidade.
O acidente de Three Mile Island, ocorrido nos Estados Unidos sete anos antes do de Chernobyl (1979), também foi muito grave, mas a radiação permaneceu no interior da envoltória de aço que abriga o reator onde ficam os elementos combustíveis, nos quais se processam as reações de fissão do urânio, que produzem o calor, que vai para os geradores de vapor, que acionam os geradores de eletricidade. A gravidade da catástrofe de Chernobyl vem de que os reatores não ficavam em envoltórias de aço, mas sim em construções pouco mais reforçadas do que edifícios de indústrias químicas.
A central dispunha de quatro reatores de canal, do tipo RBMK, refrigerados a água leve e moderados a grafita. Os elementos combustíveis eram feixes de tubos (ou varetas) de zircaloi (liga de zircônio), preenchidos com pastilhas de óxido de urânio levemente enriquecido.
Cada elemento era alojado num tubo de pressão (ou canal), também de zircaloi, numa disposição mais ou menos semelhante à dos reatores canadenses do tipo Candu. Os canais, por sua vez, eram embutidos em prismas (ou blocos) de grafita, de secção quadrada. A carga de combustível era de 192 toneladas de óxido de urânio. Tudo indica que houve falha no sistema primário de refrigeração, que injeta água pressurizada nos canais. Com isso, a temperatura das varetas subiu rapidamente para cerca de 2.8000 C, rompendo-as.
Supõe-se que, em contato com as varetas, naquela temperatura, a água ainda existente nos canais decompôs-se termicamente, liberando hidrogênio. Ao mesmo tempo, o vapor, em contato com a grafita, também se decompôs e liberou mais hidrogênio. Houve então uma explosão deste gás, que rompeu a tampa do vaso do reator e lançou na atmosfera gases e nuvens de vapor, carregando produtos de fissão tais como cobalto-60, estrôncio-90, iodo-13l e césio-137, além de actinídeos, como o netúnio-237 e os isótopos de plutônio de pesos atômicos 239, 240 e 241.
Para agravar a situação, a grafita - cuja estrutura cristalina é instável quando submetida a altas temperaturas e a intensos fluxos de nêutrons - deve ter "queimado" em contato com o ar, engrossando as nuvens que veiculavam os produtos de fissão. Essas nuvens elevaram-se a mais de 1.500 metros de altura, sendo colhidas pelos ventos dominantes e conduzidas na direção da Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Holanda, França e países escandinavos.
Os defensores emocionais da energia nuclear afirmam que os acidentes de Chernobyl e Fukushima só aconteceram porque - no primeiro caso - houve uma falha humana e - no segundo caso - ocorreu um tsunami, esquecendo que todo acidente tem uma causa.
Os acidentes Three Mile Island, Forsmark, Tokaimura, Bohunice, Erwin, Mayak e outros, também tiveram causas. Só um leigo, ou alguém movido por pura emoção afirmaria que nunca existirão causas para outros acidentes, seja na França, na Coreia ou em Angra dos Reis. O fato é que as usinas nucleares, como qualquer outra obra de engenharia, são e sempre serão vulneráveis a erros humanos, a desastres naturais, a falhas de projeto e, porque não dizer, a ataques terroristas.
Entretanto os acidentes nucleares têm dimensões que os outros não têm. Eles se propagam pelo espaço (regiões inteiras ficam contaminadas e têm que ser evacuadas e interditadas) e pelo tempo (muitas décadas). Um desastre de avião, por exemplo, atinge os passageiros e, por mais traumático que seja, é um acidente que termina no local e no instante em que acontece. Um acidente em central nuclear apenas começa no instante e no local em que ocorre. Alguns anos depois centenas de pessoas sofrerão males induzidos por exposição a radiações ionizantes, como acontece até hoje com as populações que permaneceram nas cidades próximas a Chernobyl.
Há controvérsias sobre o número de vítimas fatais do acidente de Chernobyl, pois as agências nacionais e internacionais do setor nuclear não divulgam informações confiáveis sobre isso, como, aliás, observa a ex-ministra francesa do Meio Ambiente, Corinne Lepage, em seu livro "La vérité sur le nucléaire", publicado em junho de 2011, onde ela afirma que as autoridades nucleares de seu país minimizam a gravidade dos acidentes que ocorreram em Saint-Laurent-des-Eaux, Chooz, Blaiais e outros, que contaminaram lençóis freáticos e poderiam ter sido catastróficos - revelando, ainda, que os custos da energia gerada em centrais nucleares são altamente subvencionados pelo estado e que tudo o que é divulgado a respeito disso vem revestido de dissimulações e meias-verdades.
A AIEA calculava que, no acidente, teriam perdido a vida "cerca de 20 a 30 pessoas", mas atualmente já admite que esse número deve estar em torno de 4.600. Greenpeace e outras ONGs ambientalistas estimam a área contaminada em 155 mil km2, estendendo-se pela Ucrânia, Bielorrússia e Rússia.
Com base em sua própria vivência, as diversas associações de vítimas do acidente afirmam que mais de 50 mil pessoas já perderam a vida e cerca de 109 mil bielorrussos e mais de 250 mil ucranianos apresentam, com maior ou menor gravidade, sequelas das radiações recebidas, em consequência da catástrofe.
Joaquim Francisco de Carvalho é pesquisador associado ao IEE/USP, foi diretor industrial da Nuclen (atual Eletronuclear) e presidiu a comissão consultiva criada pela presidência da República, para avaliar o acidente com o césio 137 ocorrido em setembro de 1987.

Autor(es): Joaquim Francisco de Carvalho
Valor Econômico - 21/12/2011
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Embargo japonês ao petróleo do Irã

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Autor(es): CAROLINA VICENTIN
Correio Braziliense - 13/01/2012
A pedido dos EUA, o país asiático aceita aumentar a pressão internacional sobre o regime persa

Honras militares O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, desembarcou ontem em Quito, na última parada da viagem pela América Latina. O líder islâmico foi recebido com honras militares na base aérea de Guayaquil, de onde partiu para reuniões privadas com o presidente Rafael Correa. Antes de chegar à capital equatoriana, ele passou pela Venezuela, pela Nicarágua e por Cuba. Na ilha, ele se encontrou com o ex-presidente Fidel Castro e com o atual mandatário, Raúl Castro. O iraniano reforçou os laços de amizade com os cubanos e obteve apoio para o uso pacífico da energia nuclear.
A diplomacia norte-americana atravessou o mundo e conseguiu apoio de um importante aliado na pressão internacional que busca exercer sobre o Irã. O Japão, terceiro maior comprador do petróleo iraniano, aceitou impor um embargo às importações provenientes da república islâmica. A sanção ainda não tem data para entrar em vigor, mas os japoneses já quebram a cabeça para encontrar fornecedores alternativos. Analistas ouvidos pelo Correio afirmam que o aumento das restrições pode levar o país dos aiatolás a um colapso financeiro, como desejam os Estados Unidos. Isso, no entanto, não impediria um eventual conflito no Golfo Pérsico, a quebra do mercado petroleiro e consequências severas para a economia global, especialmente para as nações do leste asiático.
O anúncio da decisão japonesa foi dado após uma reunião do ministro das Finanças, Jun Azumi, com o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner. "O assunto nuclear é um problema que o mundo não pode ignorar. Por isso entendemos perfeitamente as ações empreendidas pelos Estados Unidos", disse Azumi. "Trabalhamos estreitamente com a Europa, o Japão e nossos aliados do mundo inteiro para incrementar consideravelmente a pressão contra o Irã", reforçou Geithner. O jornal Yomiuri Shimbun noticiou, no entanto, que os japoneses estariam tentando convencer os EUA a não levar as medidas restritivas para os bancos do país, que mantêm muitos negócios com as autoridades iranianas.
Sem reservas fósseis e com um problema de fornecimento de energia após as explosões nas usinas nucleares de Fukushima, o Japão já corre atrás de possíveis parceiros comerciais. O ministro de Relações Exteriores, Koichiro Gemba, visitará, esta semana, a Turquia, a Arábia Saudita, o Catar e os Emirados Árabes Unidos, todos produtores de petróleo.
"O problema é que há poucos países produtores com facilidade de acesso", lembra Paul Sullivan, professor de economia na National Defense University, em Washington. Embora o Irã não tenha dado continuidade à ameaça de fechar o Estreito de Ormuz — por onde escoa o petróleo de todos os países do Golfo Pérsico —, é possível que o governo islâmico retome essa ideia. "Algumas vezes, você pressiona um país de forma tão dura que essa tensão pode acabar levando a erros", diz.
Exibição
Para piorar ainda mais o complicado relacionamento entre os EUA e o Irã, a Marinha norte-americana enviou ao golfo um segundo porta-aviões, com cerca de 80 aeronaves a bordo. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse se tratar de uma manobra de rotina, "planejada há muito tempo". É possível que um terceiro navio chegue à região, vindo da Tailândia. "Os EUA sempre mantiveram uma forte presença no local. Abandonar essa estratégia seria visto como um sinal de aceitação das ameaças e ultimatos iranianos e também deixaria os Estados do golfo nervosos", avalia Mehran Kamrava, diretor do Centro de Estudos Internacionais na Georgetown University.
As manobras militares, a pressão econômica e a guerra verbal entre os dois países têm colocado governos e analistas de todo o mundo em alerta. Kamvara critica o que chama de aumento da retórica por parte dos iranianos, dos norte-americanos e também da União Europeia, em especial da França. "Por muito tempo, eu achei que cabeças mais frias iriam prevalecer em ambos os lados. Hoje, não estou tão otimista. Os ocidentais estão caminhando cegamente para uma guerra com o Irã", teme o professor. Além do envio do porta-aviões, 8 mil técnicos do Exército dos Estados Unidos desembarcaram em Israel, arqui-inimigo da república islâmica, nos últimos dias.
Caso um conflito seja deflagrado, todo o mercado de petróleo será afetado. Para Paul Sullivan, os países asiáticos seriam os mais afetados. Japão e Coreia do Sul compram mais de 70% de seu petróleo de nações da região.
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Relatório alerta para insegurança atômica mundial

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O Globo - 12/01/2012
NOVA YORK. Os 32 países que dispõem de materiais que podem compor uma bomba atômica são normalmente muito discretos quando o assunto é segurança - dando ao público a impressão de um universo completamente fechado e vigiado por guardas armados. Nos bastidores, pessoas ligadas ao setor contam histórias de horror sobre práticas arriscadas e falhas na segurança que poderiam levar os ingredientes cruciais de uma arma atômica a cair em mãos erradas.

Agora, pela primeira vez, especialistas divulgaram publicamente um estudo que classifica os países conforme as precauções que eles tomam em relação ao setor. O estudo é cheio de supresas. A Austrália, por exemplo, vem em primeiro, como o país com melhor segurança nuclear. Já o Japão chega em 23º, atrás até do Cazaquistão e da África do Sul. Os EUA estão empatados em 13º com a Bélgica. O último lugar ficou com a Coreia do Norte, que o estudo concluiu ter uma série de deficiências em termos de segurança no setor.

O Irã apareceu na lista por enriquecer urânio, e recebeu uma péssima nota devido a uma série de fatores que inclui corrupção, instabilidade política e procedimentos pouco rigorosos de controle. Dos 32 países analisados, ele ficou em 30º lugar. Já o Japão foi mal avaliado por falta de uma agência reguladora independente.

O ranking foi elaborado por um grupo privado de Washington - Nuclear Threat Initiative - e uma empresas de Londres que analisa situações de risco, a Economist Intelligence Unit. O objetivo da pesquisa é alertar o mundo para os riscos e impulsionar melhorias no setor, diz Sam Nunn, um dos fundadores do grupo de Washington.

Para cada país, o estudo observou 18 fatores envolvendo a segurança nuclear, incluindo as proteções físicas, as formas de transporte e fatores sociais, como estabilidade política e corrupção. Entre os nove países claramente dotados de armas nucleares, o Reino Unido foi considerado o mais seguro.
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Atentado a bomba em Teerã mata diretor de maior usina nuclear iraniana

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O Estado de S. Paulo - 12/01/2012
Guerra nas sombras. Dois homens em uma moto acoplam artefato ao carro em que viajava químico da central de Natanz responsável por compra de equipamentos para enriquecimento de urânio do país persa; governo iraniano culpa Israel e EUA.

Um cientista nuclear iraniano que trabalhava como diretor na usina de Natanz, principal centro de enriquecimento de urânio do Irã, foi morto ontem na explosão de uma bomba no carro em que ele viajava. O artefato, que tinha um ímã, foi acoplado à porta do veículo por dois homens em uma moto. O Irã imediatamente culpou Israel e os EUA pelo assassinato.

O cientista foi identificado como Mostafa Ahmadi Roshan, de 32 anos. Segundo a TV estatal do Irã, ele era químico, trabalhava como diretor em Natanz e tinha "vínculos organizacionais" com a agência atômica iraniana - indicativo de que Roshan, provavelmente, tinha contato com partes estratégicas do programa nuclear do país.

Foi o quarto atentado em dois anos a cientistas que trabalham em usinas iranianas. A guerra nas sombras faz parte dos esforços de potências ocidentais e Israel para evitar que o Irã consiga dominar o ciclo completo de produção da bomba atômica. O governo iraniano, porém, afirma que seu programa tem apenas fins pacíficos.

Roshan seguia para a universidade onde dá aula por uma avenida da capital. Ele estava no banco do passageiro de um Peugeot 405 quando, às 8h30 (3 horas em Brasília), o explosivo foi detonado. O segurança que conduzia o veículo morreu no hospital, horas depois, e uma terceira pessoa que estava no carro ficou ferida.

Imagens da TV estatal iraniana mostravam o carro, parcialmente coberto por uma lona azul, sendo içado por um guindaste. Era possível ver um corpo dentro do veículo e marcas de sangue no asfalto.
"Esse odioso ato dos EUA e de Israel não mudará o curso de nosso programa", afirmou em nota a Agência de Energia Nuclear do Irã. Mohamed Reza Rahimi, vice-presidente iraniano, também afirmou que Israel está por trás do "ataque terrorista", mas garantiu que a inteligência israelense "não poderá impedir o progresso" do programa de Teerã.

Safar Ali Baratloo, identificado pela agência iraniana de notícias Fars como alto funcionário da área de segurança, também acusou Israel, dizendo que "a bomba magnética é do mesmo tipo" que a usada em outros atentados contra cientistas do Irã.

O governo americano negou o envolvimento no ataque e condenou a ação. "Não temos nada a ver com isso e condenamos veementemente todos os atos de violência, incluindo esse", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Tommy Vietor.

Do lado israelense, a resposta foi mais ambígua. O general Yoav Mordechai, porta-voz das Forças Armadas, postou em sua página do Facebook: "Não sei quem se vingou atacando o cientista nuclear, mas definitivamente não estou derramando nenhuma lágrima por isso". Mickey Segal, ex-diretor do departamento de Irã do serviço de inteligência militar de Israel, afirmou que Teerã "está sentindo a pressão internacional aumentar".

Roshan era formado pela Universidade Sharif de Tecnologia - prestigioso centro de pesquisa do Irã - e especializou-se na construção de camadas poliméricas. Essa tecnologia é usada para filtrar o gás de urânio, etapa do processo de enriquecimento da substância.

Em Natanz, ele era vice-diretor de assuntos comerciais e cuidava da compra de equipamentos para a usina. Roshan também dava aulas na universidade.

Localizada entre as cidades de Teerã e Isfahan, a usina de Natanz é peça central no processo de enriquecimento de urânio do Irã. Foi a revelação de sua existência, em 2003, que impulsionou potências ocidentais a fecharem o cerco a Teerã.

Na segunda-feira, a agência atômica iraniana havia anunciado a expansão das operações de enriquecimento de urânio para a usina de Fordo, construída no interior de uma montanha.



Guerra contra o Irã? Consultem os livros de história
O Estado de S. Paulo - 12/01/2012
É uma verdade universalmente aceita que guerras nem sempre terminam da maneira como os que as lançaram esperavam. Os líderes de Israel e dos EUA precisam urgentemente considerar essa realidade histórica em seus planos sobre se arriscar a uma guerra motivada pela suspeita sobre o programa de armas nucleares do Irã. E o Irã precisa recuar de uma reação exagerada a sanções que poderá perfeitamente provocar um conflito militar. Os tambores de guerra estão soando mais fortemente. O Irã ameaça bloquear o Estreito de Ormuz, motivado pelo aumento das sanções. Ele sentenciou um ex-marine americano à morte por suposta espionagem e aumentou o nível de enriquecimento de urânio em um bunker subterrâneo.

Candidatos republicanos como Newt Gingrich e Rick Santorum defendem mudança do regime iraniano e ataques militares. E o governo de Barack Obama e Israel deixam todas as opções na mesa, enquanto aumentam as atividades secretas e prometem barrar um Irã nuclear.

Os exemplos de erros de cálculo militares são numerosos. Hitler tinha tanta certeza de que os nazistas tomariam Leningrado que mandou imprimir convites para um banquete da vitória em um hotel da cidade. Não custa lembrar, também, a prometida luz no fim do túnel para a vitória americana no Vietnã. E considerem o choque dos soviéticos ao verem seu país desmoronar três anos após terem saído do Afeganistão - uma humilhação dispendiosa que contribuiu para o desmantelamento da União Soviética.

As oportunidades para um erro de cálculo num conflito iraniano são numerosas, incluindo o risco de que EUA ou Israel possam não conseguir eliminar um programa nuclear por ele estar bem protegido. Sabotagem, guerra cibernética e conflito militar poderiam facilmente espalhar-se do Irã para a região e instalações americanas e israelenses em todo o mundo.

Os estrategistas iranianos precisam rever as políticas. Eles têm de advertir seus conselhos no poder que já existe um grupo que defende a guerra com o Irã nos meios políticos conservadores dos EUA.


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