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Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_08_28/Ir-instala-mais-2-mil-centr-fugas-para-enriquecer-ur-nio-4504/ Read More
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| Reservistas Sul Coreanos reunidos en Seúl AHN YOUNG-JOON (AP) |
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| A profundidade das perfurações é compatível com as que usam no programa americano para explosões subterrâneas |
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| Ato realizado no MASP marcando 2 anos da Tragédia ocorrida em Fukushima (Foto: Joelma do Couto) |
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| Três gerações de japoneses na luta pela paz e contra a proliferação de usinas e armas nucleares. (Foto: Joelma do Couto ) |
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A justificativa é garantir a segurança do país no atual momento histórico
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Os ambientalistas andam de “orelhas em pé” quanto a problemática ecológica causada pelo tráfego naval. Os dados apontam para 90% das mercadorias entre países serem transportadas por navios em aproximadamente 100 mil unidades que singram o mar anualmente, sem contar os navios de guerra.
As consequências do desastre de Fukushima no mar e no ar
FONTE: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/507651-as-consequencias-do-desastre-de-fukushima-no-mar-e-no-ar
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Na história do Brasil está escrito que em 4 de Setembro de 1987, o então presidente da República, José Sarney, anunciou com pompa que o Brasil dominava a tecnologia nuclear e passava a fazer parte do restrito grupo dos países atômicos.
Mas infelizmente não foi apenas por esta notícia que nuclear brasileiro foi parar nos jornais do mundo em Setembro de 1987.
Outras mentiras nucleares:
Entre funcionários civis e militares, Aramar tem hoje 1.243 pessoas, ante cerca de 1.500 em 1988, ano em que a unidade foi inaugurada. A Marinha informa que Aramar continua a enriquecer urânio em seus laboratórios de teste, em equipamentos com capacidade para enriquecer o produto a até 20%. Os equipamentos são máquinas chamadas ultracentrífugas, que geram o nome de ultracentrifugação ao processo de produção.
Por esse processo, o urânio passa de uma máquina para outra, em forma de cascata. O enriquecimento a 90% seria suficiente para produzir uma bomba atômica. No começo da década de 1990, a Marinha admitiu ter a capacidade de produzir o urânio a esse nível, mas negou qualquer finalidade bélica no seu programa, insistindo no objetivo pacífico - o que respeita dispositivo da Constituição Federal.
A produção de urânio é feita em escala limitada, denominada de demonstração. Não é divulgada a quantidade produzida por questões de sigilo, segundo o texto enviado pela Marinha.
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O que ainda não se tornou público é o fato de o grupo que tramou a inclusão do Brasil na corrida nuclear não estar tão afastado do poder como era de esperar. Rex Nazaré Alves, que ficou conhecido como “o pai da bomba atômica brasileira”, é consultor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e foi escalado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o representante da sociedade no mais importante colegiado da política nuclear brasileira, no qual são definidos programas, normas e concessões para instalações nucleares no país.
Nazaré Alves tem uma longa trajetória na área nuclear. Em 1969, depois de fazer um curso de doutorado na França, se tornou chefe do Laboratório de Dosimetria da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Sua ascensão continuou durante o regime militar. Foi nomeado diretor executivo da Área de Segurança Nuclear da Cnen em 1975, e sete anos depois se tornou presidente do órgão.
A Cnen é o órgão responsável pela fiscalização e produção nuclear no país. A Comissão Deliberativa tem o poder de aprovar ou rejeitar decisões da Cnen e cuida dos investimentos do Fundo Nacional de Energia Nuclear. O colegiado é composto por cinco membros, dos quais quatro são da própria Cnen e um pode ser de for a, o que dá a essa vaga a característica que dentro da área nuclear é definida como de representante da sociedade. É uma função importante, já que é o único olhar externo à Cnen. Na reunião do dia 17 de dezembro de 2004, por exemplo, coube à Comissão Deliberativa analisar cinco licenças referentes ao enriquecimento de urânio na unidade da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Resende (RJ). Testes sigilosos para enriquecer urânio foram usados pelo Programa Nuclear Paralelo.
Na mesma reunião, foi discutida a decisão da presidência da Cnen de prorrogar a licença para funcionamento da mina de extração de urânio de Caetité, no sertão baiano. A decisão havia contrariado um laudo de fiscais da Cnen. Eles recomendaram o fechamento da instalação por não haver garantias de que o lençol freático da região não esteja sendo contaminado pelo trabalho na mina. Mesmo assim, a Comissão Deliberativa endossou a decisão da Cnen.
Na entrevista que deu ao programa Fantástico, da Rede Globo, Sarney contou que ao assumir o governo descobriu que havia instalações nucleares na serra do Cachimbo, no oeste do Pará. O ex-presidente afirmou que o assunto era “segredo de Estado”, e por isso não podia ser divulgado. Também em entrevista ao programa, José Luiz Santana, que substituiu Nazaré Alves na presidência da Cnen, afirmou que mais de 50 equipes chegaram a ser mobilizadas para fazer a bomba, artefato que teria potência equivalente às ogivas nucleares lançadas pelos Estados Unidos no Japão.
![]() | Só em 1990 foi fechado um túnel construído clandestinamente para a realização de testes nucleares na serra do Cachimbo, no oeste do Pará André Dusek/AE/4.10.90 |
O Programa Nuclear Paralelo começou a se tornar público em 1986, quando uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou a existência de cisternas e covas na serra do Cachimbo, uma delas com 320 metros de profundidade, para a realização de testes nucleares. Nas investigações do Ministério Público e do Congresso que se seguiram à denúncia, descobriu-se a existência de contas bancárias secretas que eram conhecidas dentro do Programa Nuclear Paralelo pelo nome de Delta. Rex Nazaré Alves, na época no meio de sua gestão na presidência da Cnen, foi apontado como um dos responsáveis pelas movimentações dessas contas.
O ex-ministro Roberto Amaral diz que ao nomear Rex Nazaré Alves para a Comissão Deliberativa desconhecia o envolvimento do escolhido com as contas secretas. “Só estou sabendo disso agora”, afirmou Amaral na última segunda-feira. Alves, que também é professor do Instituto Militar de Engenharia, no Rio de Janeiro, não quer falar sobre o Programa Nuclear Paralelo nem sobre as acusações de ligação com contas secretas e roubo de documentos. “Aquilo que eu tinha que fazer, eu fiz na época em que tinha funções na Cnen”, afirma. “Havia assuntos sigilosos, e há uma lei que protege esse tipo de assunto.”
O presidente da Cnen, Odair Dias Gonçalves, que integrou o grupo responsável pela transição para o atual governo, diz que há um consenso hoje sobre a necessidade de separar as áreas de fiscalização e controle da parte de produção nuclear. Só acha que não há pressa. “Existe um risco de separar tudo de maneira intempestiva”, afirma. O adjetivo soa estranho para uma discussão que se arrasta por 20 anos. O deputado Edson Duarte (PV-BA), que coordena na Câmara uma equipe responsável por propor mudanças na política nuclear, discorda de Gonçalves e prepara um projeto de lei para separar as funções da Cnen. “A área nuclear concentra atividades nas quais não pode haver erro”, afirma. “Não é ético a Cnen se autofiscalizar.”
O que ele chama de compartilhamento tem feito a direção da Cnen desrespeitar avaliações técnicas de seus especialistas. O caso da mina de Caetité, que os técnicos queriam fechar e a presidência da Cnen manteve aberta, não foi o primeiro. À revelia de seus fiscais, por exemplo, a Cnen autorizou a produção de pastilhas de urânio em Resende sem avaliar o risco de reação em cadeia do minério. Um risco mal avaliado pode produzir uma explosão. Nos últimos anos, a Associação dos Fiscais da Cnen, que reúne engenheiros, biólogos, físicos e outros especialistas, entregou a autoridades do governo, incluindo os presidentes Fernando Henrique e Lula, relatórios alertando para o perigo que representam à sociedade os problemas estruturais da Cnen. A entidade também preparou o esboço de um projeto de lei criando o Sistema Federal de Fiscalização, que daria poder coercitivo aos técnicos. “Resta saber até que ponto os interesses ditos como de soberania e defesa nacionais continuarão se sobrepondo aos da segurança da população”, diz o físico Rogério Gomes, presidente da associação.
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Fonte: http://blogs.estadao.com.br/alexandre-matias/2010/07/28/mundo-nuclear/ Read More
Fonte:
| Nas Entrelinhas - Alon Feuerwerker |
| Correio Braziliense - 20/05/2010 |
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Qual é o principal efeito prático da carta de intenções assinada por Brasil, Turquia e Irã no último fim de semana? Introduzir mais efetivamente os dois primeiros na mesa de negociação sobre o programa nucleariraniano. Era algo que Luiz Inácio Lula da Silva desejava muito, e conseguiu.
O cacife das outras potências reside na força militar e econômica. Para ser chamado ao pôquer, o Brasil apresentou certas credenciais: ofereceu-se como interlocutor possível entre Teerã e os adversários. Interessa aos iranianos, ativos na busca de “comprar tempo” na corrida pela bomba. E interessa ao Brasil, em busca de protagonismo e espaço globais.
Onde está o desafio para Lula? A entrada na festa não é grátis. E nela os trouxas ficaram do lado de fora, não conseguiram convite.
O Brasil apoia os esforços planetários para evitar que o Irã tenha a bomba, apenas opõe-se ao método das sanções. Mas as palavras precisam ter reflexo nos atos. Se você está na mesa de pôquer não vai sair quando quiser, só porque ganhou umas fichas a mais.
Ficaria mal para o Brasil aparecer aos olhos do mundo como inocente útil dos aiatolás. Nem é razoável imaginar que Lula trabalhe com essa possibilidade. Outra hipótese é o Brasil tratar o Irã como boi de piranha das ambições nucleares brasileiras. O Itamaraty e o Palácio do Planalto negam. É um vetor no nosso establishment político e militar, mais ainda não parece ter alcançado dominância explícita.
Assim, uma vez dentro do jogo, o Brasil será instado a somar esforços para garantir, de fato, que o Irã não alcance a tecnologia e as condições materiais para construir a bomba. A troca do urânio enriquecido é apenas um aspecto. Há outros. Deverá haver garantias reais da neutralização atômica de Teerã. O que fará manter e até aumentar a pressão sobre os iranianos.
O Irã não tem uma terceira opção, é a capitulação ou a guerra. Segundo o Brasil, o pacto firmado é o primeiro passo da saída pacífica, e de um jeito que não fique tão vergonhoso para os iranianos. Mas é possível que eles não estejam convencidos disso, que vejam tudo como bela oportunidade de dar sequência ao “enrolation”.
De que jeito resolver isso? De novo, suas excelências, os fatos. É preciso que o rascunho evolua para a permissão de inspeções abrangentes e para a completa abertura de Teerã ao monitoramento internacional. De preferência, no âmbito do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).
Aliás, o Brasil poderia dar o exemplo, endossando ele próprio o protocolo, para ganhar autoridade junto aos amigos iranianos quando for convencê-los a fazer o mesmo.
Infelizmente, nos últimos anos o regime dos aiatolás, pressionado internamente por vetores modernizantes e ocidentalizantes, derivou para uma política externa expansionista e agressiva, inclusive em relação ao mundo árabe. É natural que um país assim liderado encare resistências quando deseja ampliar seu poderio bélico.
O Brasil, por exemplo, enfrenta desconfianças quanto ao viés pacífico do nosso programa nuclear. Mas como não andamos por aí ameaçando riscar ninguém do mapa, nem patrocinamos movimentos de desestabilização política em países das redondezas, a coisa vai sendo levada num certo banho-maria. Já com o Irã não dá para ser assim.
Por isso, no fritar dos ovos, o cenário continua mais ou menos como estava antes do fim de semana. O mundo precisa saber se o Irã aceita renunciar completamente à bomba, se está disposto a oferecer as necessárias garantias. A carta de intenções patrocinada por Lula é positiva, mas talvez ainda não suficiente.
O que não retira seu mérito. Apenas impõe novas obrigações ao novo jogador sentado na mesa do pôquer.


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