Reservistas Sul Coreanos reunidos en Seúl AHN YOUNG-JOON (AP)
O jogo de cena nuclear repete o mesmo ato mundo a fora,
antes de ter uma bomba nuclear dizem que suas usinas atômicas são apenas para
fornecer energia, que almejam uso pacifico, políticos beijam crianças e discursam
exaltando a tecnologia a serviço do crescimento da nação. Logo de cara a
população não encontra motivos para desconfiar do próprio governo, lhes soa
estranho a insistência de países que já possuem a bomba querendo garantias,
inspeções e o termino do respectivo plano nuclear do país. Com estas medidas os
argumentos de tecnologia pela soberania nacional ganham força, afinal, eles que
tem tecnologia não querem que outros tenham, são imperialistas, etc... Alguém já
viu esta cena?
A união
entre usinas nucleares e bombas nucleares é simples, uma vez dominado o ciclo
de enriquecimento de urânio para alimentar as usinas, as etapas mais difíceis
estão superadas e, daí por diante, o problema de construir ou não a bomba
atômica é mais político e econômico do que técnico. Todos os países que
pesquisaram o ciclo do enriquecimento de urânio negam sempre intenções bélicas até
o momento em que elas se tornam evidentes, como se observou nos casos da
nuclearização de nações como Índia, China, Israel e atualmente voltou a tona
com o programa nuclear Iraniano.
A profundidade das perfurações é compatível com as que usam no programa americano para explosões subterrâneas
Tudo isso porque? Simples, porque
qualquer reator que queime urânio, a 3% ou a 20%, produz plutônio como
subproduto - e o plutônio é um excelente explosivo para a bomba atômica.
Pode-se fazer uma bomba também com urânio enriquecido a 90% - e, nesse caso, quem
domina o processo do enriquecimento a 20% é capaz de chegar a 90% pelos mesmo métodos.
As usinas nucleares, além de energia, criam uma fonte abundante de recursos
para o nuclear bélico. Como não há nenhum depósito definitivo para os resíduos,
os tais rejeitos, vulgo lixo nuclear, toneladas desse material são estocadas na
própria usina, o que convenhamos, a torna uma verdadeira bomba nuclear em
grande escala. Em Fukushima, por exemplo, há 264 toneladas de varetas decombustível usado, contendo grande quantidade de césio-137, aguardando destino
final. Isto é, o governo do Japão assume o risco de viver um desastre ainda pior
se caso ocorrer outro terremoto que destrua a piscina de refrigeração. E quem
dera se este risco fosse só em Fukushima, mas onde há uma usina nuclear, a
risco semelhante.
Já sabemos então onde a usina
nuclear se transforma na menina dos olhos de qualquer força armada certo? Agora
vejamos o argumento da famosa “Bomba da Paz”,
Ato realizado no MASP marcando 2 anos da Tragédia ocorrida em Fukushima (Foto: Joelma do Couto)
Vemos hoje a Coréia do Norte se
gabar que por conta de seu programa nuclear e bombas nucleares seu país ainda não
foi invadido, é o mesmo argumento daqueles que desejam ter os mesmos artefatos.
Garantir a soberania nacional disseminando o medo é a moeda de troca das nações
que possuem as bombas. No inicio do programa nuclear brasileiro não foi
diferente, e em nenhuma outra parte do mundo é. Mas analisando bem, podemos
perceber que esta estratégia esta muito mais afinada com os ideais de umaditadura do que com a liberdade democrática. A tal bomba da paz garante um
controle via o temor, se apóia nas mais altas tecnologias não para garantir o
progresso das nações. Se trata de um alto investimento, já que custa bilhões,
que não tem seu retorno revertido em qualidade de vida para as populações. A bomba apenas subsidia a ganância por poder,
as políticas e ações opressoras, basicamente custa caro e é nociva.
Três gerações de japoneses na luta pela paz e contra a proliferação de usinas e armas nucleares. (Foto: Joelma do Couto )
Sendo assim, não temos no mundo
um exemplo sequer de programa nuclear aberto, franco, com contas claras,
interesses definidos, com informações a disposição da população e da comunidade
internacional. Seus danos, em caso de ataques ou desastres, são igualmente
opressores e nocivos, marcam gerações, destroem cidades, campos, abalam a
economia, reverter seus danos custa caro sendo que a maioria dos danos são irreversíveis!
Portanto, o argumento cínico da bomba da paz não é uma passo a frente rumo a
soberania, mas sim um grande retrocesso nas conquistas sociais, democráticas e
de direitos humanos. É um passo que todos nós financiamos a custo de nossos
impostos, um passo que nos impõe uma realidade que nenhum ser humano, em sã consciência,
gostaria de viver.
A foto sugere que o poder da
televisão é mais devastador que o poder da radiação. De fato, o poder de
manipulação das informações é exponencial na televisão. Trata-se de um veículo
de comunicação de massa, pesquisas do ibope apontam que em média o brasileiro
passa 5 horas por dia assistindo televisão. Não é escondido de ninguém que cada
emissora tem um dono e cada dono tem seus interesses. Portanto, o tom da fala
das redes de televisão não irão jamais contrariar a voz aquele que paga os salários
de quem trabalha para fazê-la funcionar.
Sim, estamos falando de poder. O
poder dos meios de comunicação influenciam diretamente nas visões de mundo dapopulação, vamos combinar que não há nada mais conveniente para uma decisão política
que a simpatia da opinião pública. Aqui chegamos no ponto crucial, quando a
televisão está a serviço da radiação, do desenvolvimento nuclear, o argumento é
sempre o progresso, pois bem, o progresso de quem? O progresso a serviço de
quem? A serviço do quê?
A estratégia de comunicação em
relação ao nuclear é muito clara, dizem que as usinas nucleares são de
tecnologia de ponta, mas não dizem que se trata de tecnologia dos anos 70, dizem
que o programa nuclear brasileiro é pacifico e seguro, mas não contam que o
programa nasceu nas entranhas da DITADURA MILITAR e segue sob os mesmos
comandos e desmandos da marinha até hoje. Muito não é dito, será falta de
pesquisa das equipes de reportagem ou interesses velados de quem comanda este
meio de comunicação?
Quando ocorrem acidentes ou tragédias,
nucleares e radioativas, a justificativa da falta de informação é não levar o pânico
para a população. Quando a população vai as ruas pedir os fechamentos das
usinas nucleares, afinal, a medicina nuclear não é feita através dos reatores
das usinas nucleares, surgem os argumentos que insinuam que trata-se de uma
energia muito mais segura do que temos conhecimento, que insistir em seu
fechamento por “medo” é sinal de ignorância. Onde está a sabedoria das cidades
fantasmas ao redor de Chernobyl e nos vilarejos Fukushima?
Será que os interesses de
progresso defendido pelas televisões pela via da proliferação nuclear está
refletindo um interesse maciço da população ou será que é a voz de um dono a
serviço de seus correligionários?
Não é a primeira vez na história que a sociedade assiste com espantos o efeito devastador de uma tragédia nuclear. Infelizmente, as diretrizes que o mundo vem adotando em relação ao tema nos afirmam que tão pouco a tragédia em Fukushima será a última.
Em Setembro de 1987 os olhos do mundo se voltaram para o Brasil. No inicio do mês recebemos notícias do "êxito" em nosso programa nuclear (paralelo) que anunciava a capacidade tecnológica própria para enriquecer urânio a 20%. Ao final do mês é anunciada a "derrota", a tragédia causada pela exposição à radiação sofrida pela população em Goiânia e a contaminação sofrida pelas vítimas do contato direto com o elemento radioativo Césio-137. Na qualidade de presidente da AVCésio, associação criada pelas vítimas diretas da tragédia, venho oferecer condolências e solidariedade as vítimas e futuras vítimas do terror e silêncio que hoje vem de Fukushima.
Nós conhecemos o sabor do medo que a falta de informação em um momento de crise causa. Sabemos como são dolorosas as feridas feitas pela brutalidade quando o pânico e a falta de informação inflamam a população. Sofremos literalmente na pele angústias que apenas a radioatividade pode causar. Nossas propriedades, bens, documentos, memórias, fotografias, saúde física, parentes, amigos, relações profissionais, animais de estimação, entre muitos outros, foram todos violentamente extintos ou prejudicados. Por este motivo manifestamos aqui nossa compaixão, carinho e acolhimento as vítimas e futuras vítimas de Fukushima.Sempre nos comove ver a movimentação e a solidariedade de técnicos e centros tecnológicos do mundo inteiro ante uma emergência nuclear. Tal imagem nos gera a sensação de comunicação e redes de apoio, dois pontos frágeis e inoperantes dentro da temática nuclear. A falta de informação "crônica" é a responsável por gerar e elevar a perda de confiança nas autoridades competentes.
Infelizmente as tragédias nucleares mundo a fora seguem o mesmo desesperante roteiro: Poucas informações desmentindo a gravidade do problema, "pequenas" inverdades em nome do bem geral da nação, desconfiança e mobilização internacional, truculência nos procedimentos envolvendo vítimas, até que enfim cheguem informações a população local e mundial das reais dimensões da tragédia. Esta política esmagadora não deveria seguir vigorando, cartas como esta são também tristes alardes de danos incalculáveis.
Esperamos, e faremos pressão, para que o governo brasileiro siga o exemplo dos países da Europa que agora se movimentam para desacelerar e extinguir seus respectivos programas nucleares. As defasagens, abusos e omissões no programa nuclear brasileiro são inúmeras e graves. A presidenta Dilma Rousseff já avisou aos brasileiros que seu governo será lembrado pelo respeito aos direitos humanos, pagaremos todos para ver o quanto, quando e como nosso governo democrático irá nos proteger. Nossas ações, reclamações, manifestações e movimentos são a parte que nos cabem nesta luta, cuja as vítimas de Fukushima acabaram ingressar.
Organic Farming Opens Up Hope for Recovering Sustainable Communities
Tambos (rice paddies) and Tombos (dragon flies)
It was during my fifteenth year of organic farming. This one morning in late June, I was taking care of my rice paddies; in Japanese we call them “tambo”. These are deepwater tambos constructed in a mountainous region in Fukushima. Waters are twenty centimeters deep to prevent weeds from growing.
It was just a typical morning, and I was walking along the edge of the tambo. Then a newborn dragonfly, we call dragonflies “tombo” in Japanese, came flying out of the tambo. It wasn’t just one or two, but over fifty tombos came flying out. Their soft wings were glittering silver in the morning sun. It was a fascinating experience.
The tombos flew away from the tambo into our communal mountains nearby. And there, they fly freely in the highlands during the summer. In September, the tombos come back to the tambo to lay their eggs. They are called tombos because they come from and back to tambos.
It’s not just tombos. In tambos there are also spiders, giant water bugs, mantises… Frogs jump around the tambos, etc. etc. A tambo fosters a whole world of its own.
Tambos also work as a dam that prevents flooding. And the water that flows into a tambo comes from the forests in our communal mountains. These are trees planted by our ancestors. Planted for us, and our succeeding generations. The beautiful tambos, the blessings from our communal mountains and forests, are all with us today because our ancestors took care of the forests and continued a tradition of sustainable farming.
Utilizing the Blessings from Our Communal Forests, and Furusato-Building
In two-thousand-five, we started a non-profit organization called “Towa Organic Furusato-Building Council”. Our goal is to promote resident-led development, utilizing the rich blessings of our communal mountains and forests. However, by “development” we do not necessarily mean economic development. Our goal is to revitalize our community while valuing our culture, tradition and harmonious style of living with nature.
We want to foster a community where people look back with pride and affection, where all are welcome, and where people can make him or herself at home. In Japanese we call such a hometown “furusato”; and thus our activities can be more simply defined as “furusato-building”.
Specifically, with the investments of farmers, ranchers and local businesses, we started a community compost center to support organic farming. The center makes compost from fourteen different categories of locally supplied ingredients. This includes cattle manure, rice hulls, sawdust, hay, and local food residue such as dried bonitos, and soybean residue from making tofu.
Rice, vegetables and fruits grown using this compost are then offered to local school lunches and sold to consumers either directly or through consumer cooperatives based in urban areas. Such business fosters communication between the consumers and our farming community; thus functioning as a medium of communication between rural farming communities and urban consumers.
In addition, we began growing mulberry trees, perilla, and figs on abandoned farmlands, developed methods to process those into wrought goods, and created jobs. Mulberry fields are a part of our traditional landscape. Hence growing and utilizing mulberry trees are important and sustainable means to preserve the local tradition. These activities lead to furusato-building; preserving the traditional landscape where tombos fly freely among the tambos and mulberry fields.
In the course of these activities, we found out we were not the only ones. We found there were many in Fukushima with shared visions. To connect with these folks and to spread even further our scope of activities, we organized in two-thousand nine, Fukushima Organic Farmers’ Network. And just as things were beginning to get on track, the nuclear accident happened.
Organic Farming Brings Hope for Recovery
Radioactive particles released by the three-eleven nuclear accident contaminated Fukushima’s mountains, forests, houses, roads, parks, just about anything, and most importantly for us, farmland. Yet, we continued to plow, and to sow the seeds, and kept producing fruits, vegetables and rice. We never gave up.
After a whole year of collaborative research with farmers, residents, researchers and academics, we found out some important facts. We found out that land that is rich in clay and organic matter has a tendency to contain radioactive particles such as radioactive cesium, therefore reducing its transition to produce. In other words, through the practice of organic farming, we are able to condition our land so that radioactive particles are not taken in by what we grow. This finding brought us great hope. It meant that the revitalization of Fukushima could be accomplished through the practice of organic farming.
Ninety-eight point four per cent of brown rice grown in Fukushima Prefecture last year had less than fifty becquerels per kilogram of radioactivity. Most of the vegetables inspected were below thirty becquerels per kilogram last year. And this year, most are below the detection limit. However, fruits and berries that grow on trees tend to show higher numbers. Mushrooms also tend to have over one hundred becquerels per kilogram.
In other words, it’s the mountains and the forests that are heavily contaminated. Seventy per cent of Fukushima Prefecture is either mountainous terrain or forests. We must now pay attention to the water that seeps through these mountains and forests and into our residential and farming areas. Entering the second year since the nuclear accident, these are things that we need to research and make clear. We need to obtain accurate measurements from trees, leaves, natural compost, hay and other local organic resources that are so vital to organic farming. And wherever we find high levels of radioactivity, we must find ways to cope with the situation.
Food and Energy Self-Sufficiency as Key
In contrast to the scenic tambo that I shared with you earlier, the kind of scene I see today is this. An elderly farmer sighing with relief to see that his vegetables are safe to eat after inspections and saying “Our grand children can eat this!?”
It is important that we inspect our produce and our land in order to make visible what we cannot see, feel, nor smell, radioactivity. And sharing accurate information is the only way we can foster trust with our consumers.
What we offer to our consumers should be no different than what we eat ourselves. Therefore, we cannot, and should not, be offering produce that we cannot let our grandchildren eat. This also includes produce sprayed with herbicides and pesticides. These are chemicals that we would not want in our kitchen.
In the spring, we gather shoots and wild plants in our communal mountains and forests. By summer our vegetables will be ready to eat. In autumn, the trees bear fruit and mushrooms grow in the wild. During the winter, we eat dried radish, pickled vegetables and fermented soybeans.
Japan’s relative longevity is found not only on medicine but also on this tradition of eating what is available at the time and place. However, a reliance on imported foods and chemical additives has lowered the immune strengths and resilience of both humans and livestock. In this sense, the nuclear accident taught us another lesson; that we should be eating what is available locally at the right time. We have found out that for the Japanese, eating traditional foods such as Japanese root crops, seaweeds, miso, pickles and other fermented products, strengthens our digestive organs and excretes toxic substances from our bodies.
There is an idiom in Japan that says “shin-do-fu-ji”. This means a healthy body can be built by eating what is grown locally, and is literally written in kanji characters meaning the body and the earth is indivisible. In Africa, there must be African eating traditions. Europe must also have their seasonal foods. Supporting local farmers and local food cultures leads to a healthy way of living. This is what our national and local governments should be doing; supporting local agriculture and food culture.
Another point in mind is that, equally important as growing food locally is energy self-sufficiency. Last year, I grew sunflower and rapeseeds. This is because we have learned, from research conducted in Chernobyl that these plants have a tendency to take in radioactive substances thus purifying the land. However, these weren’t planted just for land purification. They can be pressed for oil, because the radioactive substances stay in the pomace, not in the oil. The oil can then be used for cooking. After cooking, the oil can be filtered and reused for diesel engines on our tractors and farming equipment.
This is the kind of effort that is taking place in Fukushima right now. We are moving towards renewable sources of energy; biomass fuels, solar power, micro-hydro generators. It is time we all shift from relying on petroleum or nuclear power to renewable sources of energy.
Recovering Fukushima to a Place Where Children Can Play Freely
We have a message from Fukushima; an appeal.
The people of Fukushima have suffered. Many of our people were forced to evict, and are still forced to live away from their homeland; away from their furusato.
Farmland has been contaminated.
Organic farmers have committed suicide in despair.
Children have been deprived of their rights to just play freely outside.
This is not the kind of suffering that should happen again to anyone.
If we do not change course now, when will we ever change course?
We have found out through the nuclear accident, that organic farming and eating locally grown foods, which can also mean increasing our self-sufficiency, leads to job creation, eradication of poverty and prevents human rights abuses.
It’s been thirty-five hundred years since our ancestors learned how to grow rice from our friends in China. Japanese poetry, dance, songs all are culturally rooted in growing rice. We are a rice-based culture. We must not bring an end to this culture.
Our ancestors have planted trees, protected the mountains, and conserved our communal forests. These efforts have brought rich waters to our tambo. And waters also flow into the sea; fostering rich biodiversity in our coastal waters. But it has all been contaminated.
Now, after the contamination, I feel even stronger that what we have lost is so great. Foresting our rigid mountains, sowing seeds on our farmland, and wisely utilizing our coastal fishing grounds; these practices of forestry, agriculture and fishery are what constructed a reproductive and sustainable society. And based on these practices, primary and secondary processing industries grew out to create jobs.
Before the nuclear accident, teenagers and people with disabilities came to pick tomatoes, plant and harvest rice, and rake leaves. We had a community where the young and the elders worked together; where the disabled and not-so-disabled worked hand in hand. Agriculture has a strong pull that fosters a sense of community.
When I close my eyes, I can recall the days in Fukushima where I can hear the children’s voices echo in the neighborhood. But I say to myself. “No, this is what the real world should look like, not just in my memories. I must make this the reality once again.”
In order to make it happen, we must turn back from the world of global competition to a world of local cooperation; respecting the local traditions of organic farming, and reinstating the practices of farming, forestry and fishery as our society’s very foundation. That path to sustainability is the path that we should be headed. That is our message and our appeal.
And along this path, we will sow the seeds of hope.
Ten Points for a Sustainable Fukushima
Finally I would like to share a proposal consisted of ten points, that we feel are critical in achieving a sustainable society.
1) De-nuclearization
We strongly propose stopping at once and decommissioning all nuclear reactors in the world.
2) Radiation Protection
We demand that a system of health survey of all residents, along with a system of radiation inspection on housing, farmland, produce, food, and agricultural raw materials be established promptly.
3) Revitalization
We propose that revitalization efforts shall be resident led with locally sustainable organic farming at its core; creating jobs through the revitalization of primary industries and local economies.
4) Self-sufficiency and coexisting with nature
We will take back our traditional styles to coexist with nature, while improving our local and individual self-sufficiency. To do this we must learn from our elders, how we shall live in harmony with nature.
5) All-farming Society
We believe that over-concentration of population, capital and power in urban cores produce inequalities both within and between regions. Thus, we propose a decentralized society where every person can exercise his or her right to farm.
6) Dietary Habits
The consumption of meat, chemical compounds, food additives, and genetically modified organisms should be substantially reduced. Alternatively, the global diet should be based on locally grown grains and vegetables.
7) Revitalization of primary industries and increased food stock
To provide for a global food crisis, all communities should revitalize their primary industries (i.e. agriculture, forestry and fishery), increase their self-sufficiency, and food stock.
8) Building Humane Networks of Trust
We will restore a society and a way of living based on mutual trust; both in our communities and between cities and rural communities.
9) Energy
We will reduce the amount of energy we use and switch to an interspersed, renewable, and self-sufficient energy.
10) De-growth
We will turn away from a society where economic growth is overemphasized, and move to a more moderate one emphasizing life and solidarity.
Alguns me perguntam porque tamanha importância para a
transparência nas relações? Eu consigo entender que algumas realidades precisam
de um tempo a mais para preparar os cidadãos e evitar o pânico. Isso apenas não
justifica o desastre de Chernobyl ser negado por dois dias.
Os policiais de Goiânia, um ano depois, enfrentaram no
Brasil um acidente radioativo como um vazamento de gás. A exceção virou regra
quando o assunto se tornou nuclear.
Esse jogo de meias verdades fica evidente quando um
país passa a incrementar seu programa nuclear. Se propagam matérias dizendo dos
benefícios da energia limpa do futuro, dos perigos da bomba, dos seletos países
membros.
A transparência nas relações e processos são a base do
tripé da .sociedade. O nuclear é a permissão para mentir, para esconder, e é
assim por lei. Vocês concordam com estas leis?
Não é a primeira vez na história que a sociedade
assiste com espantos o efeito devastador de uma tragédia nuclear. Infelizmente,
as diretrizes que o mundo vem adotando em relação ao tema nos afirmam que tão
pouco a tragédia em Fukushima será a última.
Em Setembro de 1987 os olhos do mundo se voltaram para
o Brasil. No inicio do mês recebemos notícias do “êxito” em nosso programa
nuclear (paralelo) que anunciava a capacidade tecnológica própria para
enriquecer urânio a 20%. Ao final do mês é anunciada a “derrota”, a tragédia
causada pela exposição à radiação sofrida pela população em Goiânia e a
contaminação sofrida pelas vítimas do contato direto com o elemento radioativo
Césio-137. Na qualidade de presidente da AVCésio, associação criada pelas
vítimas diretas da tragédia, venho oferecer condolências e solidariedade as
vítimas e futuras vítimas do terror e silêncio que hoje vem de Fukushima.
Nós conhecemos o sabor do medo que a falta de
informação em um momento de crise causa. Sabemos como são dolorosas as feridas
feitas pela brutalidade quando o pânico e a falta de informação inflamam a
população. Sofremos literalmente na pele angústias que apenas a radioatividade
pode causar. Nossas propriedades, bens, documentos, memórias, fotografias,
saúde física, parentes, amigos, relações profissionais, animais de estimação,
entre muitos outros, foram todos violentamente extintos ou prejudicados. Por
este motivo manifestamos aqui nossa compaixão, carinho e acolhimento as vítimas
e futuras vítimas de Fukushima.
Sempre nos comove ver a movimentação e a solidariedade
de técnicos e centros tecnológicos do mundo inteiro ante uma emergência
nuclear. Tal imagem nos gera a sensação de comunicação e redes de apoio, dois
pontos frágeis e inoperantes dentro da temática nuclear. A falta de informação
“crônica” é a responsável por gerar e elevar a perda de confiança nas
autoridades competentes.
Infelizmente as tragédias nucleares mundo a fora
seguem o mesmo desesperante roteiro: Poucas informações desmentindo a gravidade
do problema, “pequenas” inverdades em nome do bem geral da nação, desconfiança
e mobilização internacional, truculência nos procedimentos envolvendo vítimas,
até que enfim cheguem informações a população local e mundial das reais
dimensões da tragédia. Esta política esmagadora não deveria seguir vigorando,
cartas como esta são também tristes alardes de danos incalculáveis.
Esperamos, e faremos pressão, para que o governo
brasileiro siga o exemplo dos países da Europa que agora se movimentam para
desacelerar e extinguir seus respectivos programas nucleares. As defasagens,
abusos e omissões no programa nuclear brasileiro são inúmeras e graves. A
presidenta Dilma Rousseff já avisou aos brasileiros que seu governo será
lembrado pelo respeito aos direitos humanos, pagaremos todos para ver o quanto,
quando e como nosso governo democrático irá nos proteger. Nossas ações,
reclamações, manifestações e movimentos são a parte que nos cabem nesta luta,
cuja as vítimas de Fukushima acabaram ingressar.
Goiânia, March 25th, 2011
It is not the first time in history that society watches with astonishment the devastating effect of a nuclear tragedy. Unfortunately, the guidelines that the world has adopted in relation to the subject tell us the tragedy in Fukushima will not be the last.
In September of 1987, the eyes of the world turned to Brazil. In the beginning, we had news of how the "success" in our (parallel) nuclear program, announcing its technological capacity to enrich uranium to 20%. Later in September the "defeat" was announced, by the nuclear catastrophe which happened to the population of Goiania caused by the radiation exposure and contamination with the radioactive element Cesium 137. As president of the AVCesio, association created by the contaminated victims of Cesium 137, I offer my condolences and solidarity to all the victims and future victims of the terror and silence that today come from Fukushima.
We know the fear that the lack of information in a crises like today in Japan causes. We know how painful are the wounds made by the brutality when panic and lack of information inflame the society. We literally suffer the agony that only radiation can cause, directly on our skin. Our properties, documents, memories, photographs, physical health, family, friends, professional relations, stuffed animals, and many others, were violently extinguished, or harmed. Our past and future was stolen because they became radioactive! For this reason, we manifest here our companion, affection, and refuge to them future and present victims of Fukushima.
Unfortunately the nuclear tragedies world-wide follow the same bad script: Little information dismissing the seriousness of the problem, "small " falsehoods in the name of the general “well-being” of the nation, distrust and international mobilization, brutality in the procedures involving victims, until the information finally reaches the local and global populations and the people can see the real dimensions of the tragedy. This overwhelming policy should not follow in vigor. Letters like these are also sad notices of incalculable damage.
We hope, and will pressure the Brazilian government to follow the example of most of the European countries that do not invest in nuclear energy or are slowing down and extinguishing there nuclear programs. The gaps, omissions and abuses in the Brazilian nuclear program are numerous and serious. Our actions, complaints, demonstrations and movements are part of that fight, in witch the victims of Fukushima have just joined.
Vamos falar de valores. Vamos lembrar do legado deixado pelo
programa nuclear paralelo, nos tempos da ditadura, cujos funcionários nos dias
de hoje integram a estatal. Um quinto da nossa divida externa, em 1985, era
responsabilidade das milionárias remessas para o programa nuclear.
Até chegar o dia, no caso se tratava de setembro de 1987, de
anunciarem que o Brasil já possuía tecnologia própria para enriquecer urânio a
20%. A conquista se deu em 1985, mas seu anuncio veio mais tarde. Transparência
e integridade são termos inexistentes na temática nuclear. E esta epidemia,
infelizmente, é internacional.
Gostaria
de saber qual o retorno a população responsável pela implementação de tal
medida? Quero saber o efeito real na vida de quem tem fome mas não tem
estrutura, que fizeram com que o programa nuclear paralelo valesse as penas, e
os custos. Pois são estes, e outros mais, que alimentam os cofres com o que
havia em seus bolsos.
O retorno a população não deveria ser o pilar das
engrenagens? Ou a população continuará a dividir interesses, terras, águas,
dessa disputa desleal?
Vamos falar de valores. Vamos lembrar do legado deixado pelo
programa nuclear paralelo, nos tempos da ditadura, cujos funcionários nos dias
de hoje integram a estatal. Um quinto da nossa divida externa, em 1985, era
responsabilidade das milionárias remessas para o programa nuclear.
Até chegar o dia, no caso se tratava de setembro de 1987, de
anunciarem que o Brasil já possuía tecnologia própria para enriquecer urânio a
20%. A conquista se deu em 1985, mas seu anuncio veio mais tarde. Transparência
e integridade são termos inexistentes na temática nuclear. E esta epidemia,
infelizmente, é internacional.
Gostaria
de saber qual o retorno a população responsável pela implementação de tal
medida? Quero saber o efeito real na vida de quem tem fome mas não tem
estrutura, que fizeram com que o programa nuclear paralelo valesse as penas, e
os custos. Pois são estes, e outros mais, que alimentam os cofres com o que
havia em seus bolsos.
O retorno a população não deveria ser o pilar das
engrenagens? Ou a população continuará a dividir interesses, terras, águas,
dessa disputa desleal?
Quando se diz avanço estamos induzindo uma ideia de
crescimento e benefícios. Se pensarmos nos rumos de nossos gastos poderemos
perceber que alguns consumos mais mecanizados poderiam ser enxugados, e uma
mudança real de paradigma aconteceria.
A mesma lógica que atrofia o gado em nome do lucro rege as
progressões de necessidade energética do país. As indústrias a todo vapor,
consomem água e energia em proporções significativas. Essa mesma lógica faz com
que usinas altamente nocivas sejam reconsideradas e implementadas.
A falta de acesso a informação e possibilidade real de
debate na deliberação, tornam o cenário mais engessado. Os extremistas de ambos
os lados contribuem para a banalização das questões de suma importância.
O novo pensamento deve ser aberto para as dimensões que a
demanda nuclear nos incumbe. Permanecer no ritmo que a ordem anterior mantinha-nos
é de fato escolher ver a vida passar. Tanto a qualidade primaria de liberdade
da democracia, quanto à inteligência contida na ordem, estão deixando a desejar
na prática.
Afinal, já que para fins energéticos as usinas são
desnecessárias, qual outra finalidade serve “como combustível” para nossa
engrenagem nuclear. A serviço de quais interesses está o controle do país?
“Olho por olho e dente por dente” e “ Ladrão que rouba
ladrão tem cem anos de perdão” são as duas formas mais comuns de se resumir os
argumentos de quem defende a bomba. Particularmente, acredito que defender a
bomba é um sinal claro de ignorância sobre o que é uma bomba nuclear.
Não me parecem lógicos os que dizem que a bomba trará
segurança, uma bomba jamais poderia substituir o respeito e harmonia entre
países, ao contrário, pode abala-lo. Hoje, ser antinuclear é primeiro amar a
vida. O futuro nubla sempre que os abalos vem do âmbito nuclear.
Estamos acompanhando uma Coreia do Norte em transição de
governo. O mundo gela frio com as novas possibilidades de linhas do sucessor. A
Coreia do Norte possui um arsenal nuclear capaz de fazer qualquer cidadão em
qualquer país tremer de medo.
As tentativas nesse quesito no Brasil ficam por conta da
marinha. Os submarinos nucleares e o desenvolvimento total da tecnologia do
enriquecimento de urânio. Acreditam que o Brasil se incluiria em um mercado de
lucros alto, a energia do futuro. Sendo a sexta maior reserva do mundo em
urânio fica difícil contestar.
Os frutos dessa “mina de ouro” são ônus famosos da mineração
com pitadas de altas doses radioativas na população. Caetité, sertão da Bahia,
bem o sabe. Os militares desenvolvem o programa nuclear com afinco, ignorando
as inúmeras outras formas de geração de energia e status internacional, muito
mais humanitárias e menos agressivas ao ambiente.
Diante de nós temos uma grande bifurcação de ideias e metas.
Precisamos nos informar e discutir, o quanto antes melhor.
Fukushima marcou o ano de 2011. Recordo que de 11 de Março em diante, com as informações contidas nas imagens divulgadas, era uma das poucas pessoas que realmente concebia o que
estávamos passando em tempo real. As informações que me fizeram arrepiar as
espinhas em Março, só vieram a público meses depois, quando a situação estava aparentemente controlada, ou seja,
anunciavam as decisões já tomadas.
A verdade dos fatos, dentro da temática do nuclear, é sempre restrita. Em Fukushima se tornou mais
difícil esconder a dimensão da gravidade quando meses depois, os maiores de 60 anos podiam se alistar
para trabalhar na contenção do desastre. Situação muito diferente dos homens de
40 anos e sem familiares que o governo brasileiro buscou para trabalharem com a limpeza dos
resíduos da tragédia com o césio 137, em Goiânia. O quanto menos a população conhece sobre radioatividade menores são suas exigências de segurança. Uma realidade perigosa e criminosa!
Os danos que envolvem o invisível são perigos concretos, como no caso das usinas
nucleares. Visitar Chernobyl é poder caminhar em uma floresta até uma placa,
dizendo que daqui para frente a radiação não permite continuar. A disciplina e
organização são primordiais para tais momentos. Do leste da Europa, em 1986, vinham frases diretas aos governos,
dizendo: “Se eles mentem para nós todos os dias do ano, em diversos assuntos,
porque justo agora, no auge da crise, estarão falando a verdade?”. Alguém,
hoje, reformularia essa frase?
Há uma questão em comum entre todas as residências da cidade. Todos os locais precisam ser abastecidos. Muitos não se importam com a procedência daquilo que consome. Para outros, a questão vai muito além do produto, de onde vem e para onde vai são informações decisivas.
Saber do que são feitas as coisas é raro. Trabalhamos diariamente com sistemas que não sabemos dominar. Este é o apoio de quem considera que a energia nuclear é uma energia limpa. Se a conta for feita apenas na usina teremos um resultado animador. Mas ao contabilizar a mineração, o processamento, o descarte adequado de resíduos e o descomissionamento, a conta real começa a aparecer.
Não entrarei no âmbito das inúmeras contaminações decorrentes de cada etapa. O fato é que mesmo com as condições ideais o processo é altamente caro e perigoso. Hoje, da forma que o modelo atômico está configurado no Brasil, temos diversas chances de aprender muito com os futuros desastres. Um preço alto, convenhamos.
Existem algumas questões dentro da temática nuclear que expõe um interessante choque de mentalidade das gerações. A questão do consumo e rumos da geração de energia, ou seja, as diretrizes do desenvolvimento. É preciso encarar que temos hoje diversas formas de desperdícios cotidianos, facilmente corrigíveis com uma maior atenção diária para os recursos.
As diretrizes éticas da evolução da ciência são como linhas que desenham a forma de nossos valores mais atuais. Portanto, quando se opta por um modelo nuclear, questões de interesse nacional dão um passo para trás, em direção ao retrocesso. No Brasil, onde sangram os cofres públicos com a desculpa de investir em tecnologia de ponta, na realidade, acabam por sacrificar os meios pelos fins.
Não faltam exemplos da truculência contida no nuclear. Acredito que nenhum modelo de desenvolvimento energético existente não seja passível de reprovação, não acredito em uma energia sem danos. Acontece que algumas formas têm um claro déficit de custo beneficio. O que diremos as gerações futuras quando nos for questionado se não estávamos percebendo para onde caminhávamos?
Já reparam nas grandezas que usamos quando o tema é nuclear? Falamos em decisões da humanidade, falamos na divisão do átomo, falamos da contaminação da água e alimentos do planeta, falamos em industrias milionárias. As tensões entre o poder, o dinheiro e a sobrevivência, costumam ser explosivas.
Convivemos entre mães de família que optam por tirar de sua boca para dar aos filhos, mas nossa politica de desenvolvimento faz o contrário. Estamos dizimando a abundância de recursos e soluções nos esquecendo de que o amanhã sempre chega.
A Europa já avisou que não conseguiria suportar outro acidente como o ocorrido em Chernobyl. Há, claro, alguns cínicos que agradecem a área contaminada argumentando se tratar hoje de parque ambiental. Ante as dimensões devastadoras do poder destrutivo da radiação, toda e qualquer população se sente frágil e desprotegida, de fato estão.
Passar a virada do ano em Copacabana é de fato um desafio. O mar de gente que toma a orla e as ruas da praia não deixam dúvidas de que algo em nossa civilização vai mal. Saber que essa cidade maravilhosa, recebendo multidões muito além da capacidade de hospedar, tem no estado 70% do fornecimento de energia sendo de energia nuclear, piora.
A poderosa histeria coletiva, essa que tem o poder de transformar grandes festas em perigosos pesadelos, é um tempero amargo no caso de qualquer acidente nuclear. Sejamos positivos, sendo essa uma indústria que cresce por duas vias: as pesquisas e os acidentes, uma tragédia em Angra poderia quem sabe, ser encarada com euforia.
Se voltarmos no tempo, até o dia 5 de Outubro de 1987, veremos que ante um risco nuclear, o invisível ganha as proporções de nossas fantasias. Os cinco sensores que a natureza nos deu para perceber a vida, não são capazes de detectar a radiação no ambiente. Quem garante que uma tragédia nuclear não esteja acontecendo agora mesmo?
Por isso festas como o réveillon em Copacabana me assustam. Tantas foram as dificuldades de ordenar o compasso da população, quanto a precariedade das rotas para chegada e saída da festa. Imagino que se somos bárbaros e mesquinhos desta forma quando o dia é de festa e comunhão, quem dirá o que pode passar quando dias mais terríveis se dão?
Foto dos escombros no centro de Goiânia - Antiga sede do Instituto Goiano de Radioterapia
Em setembro de 1987 Wagner (Caminhoneiro) e Roberto (Reciclava lanternas de automóveis) estavam recolhendo sucatas. Encontraram em escombros no centro de Goiânia(Foto)um aparelho com estrutura de metal e chumbo, recolheram e venderam a um ferro-velho. O aparelho era usado no tratamento de radioterapia(já obsoleto para fins medicinais, que foi ABANDONADO nas ruínas do IGR) que continha Césio 137 (Elemento radioativo criado em laboratório).
Assim começa o Maior Acidente Radiológico Urbano do Mundo.
LIXO RADIOATIVO A produção de resíduos radioativos em todo o ciclo de vida da energia nuclear é o principal impacto ambiental desta tecnolog...
Os danos do Césio 137 no Corpo Humano
O Césio 137 só começa a perder sua radioatividade em aproximadamente 30 anos. Essa radioatividade pode ter efeito devastador no organismo humano. Começa a destruí-lo de dentro para fora,primeiro a camada muscular e os vasos sangüíneos, depois atinge a camada de gordura, até chegar à pele.
Para sabermos se queremos ou não a proliferação da tecnologia nuclear, precisamos garantir o direito a informação. Na história do desenvolvimento dessa tecnologia, a ignorância em relação ao tema promovida pelas autoridades gerou uma série de manifestações agressivas e preconceituosas para com as vítimas, sempre motivadas pelo medo e falta de informação da população. Toda forma de alienação do direito a informação e opinião é também um problema social. Vamos juntos mudar os rumos dessa história!